Em meio à intensa movimentação de líderes globais na COP30, sediada em Belém, importantes avanços foram registrados antes mesmo da abertura oficial da cúpula. Durante dois dias de encontros que reuniram presidentes, vice-presidentes, ministros e representantes de organizações internacionais, quatro acordos e declarações de grande relevância foram formalizados.
Os documentos firmados abrangem áreas cruciais para o futuro do planeta e o bem-estar da população. A Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, o Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis, a Coalizão de Mercados de Carbono e a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental representam um marco inicial para as discussões que se seguirão ao longo da conferência.
As declarações se destacam como documentos-chave. A Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas obteve a aprovação de 43 países, juntamente com a União Europeia. Um ponto central do documento é o reconhecimento de que as mudanças climáticas, embora afetem o mundo todo, exercem um impacto desproporcional sobre as populações mais vulneráveis, especialmente aquelas com sistemas de proteção social precários, expostas à pobreza, à fome e à alta vulnerabilidade climática.
Outro documento importante é a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental, que estabelece uma conexão fundamental entre igualdade racial, clima e meio ambiente no contexto das políticas ambientais e climáticas globais. A declaração, que já conta com o apoio de países da América Latina, África, Ásia e Oceania, permanecerá aberta para adesão de outras nações durante a COP30. O tema do racismo ambiental ganha, assim, destaque na agenda climática, reconhecendo que os impactos ambientais afetam de forma desigual diferentes grupos sociais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

