Dragão-azul e caravelas-portuguesas surpreendem moradora em praia de sp: entenda os riscos

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Moradora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, teve um encontro inesperado com a vida marinha ao se deparar com caravelas-portuguesas e um dragão-azul na orla. Os animais, embora visualmente atraentes, representam um risco para a saúde humana devido às suas toxinas urticantes.

A esteticista, que reside em Praia Grande, relatou que durante sua caminhada matinal na praia do Canto do Forte, encontrou cerca de oito caravelas-portuguesas já sem vida. Consciente do perigo que representam, alertou sua filha para que não tocasse nos animais. Mesmo após a morte, as caravelas-portuguesas mantêm a capacidade de liberar toxinas capazes de provocar queimaduras.

Dias depois, a mesma moradora avistou um dragão-azul vivo próximo à água. Surpresa com a raridade do encontro, observou o animal em dificuldades, virado de ponta-cabeça. Utilizando um chinelo, conseguiu desvirá-lo, momento antes de ser levado pelas ondas.

Biólogos alertam para os perigos que ambas as espécies representam. As caravelas-portuguesas, frequentemente confundidas com águas-vivas, são, na verdade, colônias de pólipos, cada um com uma função específica. Os pólipos de defesa, presentes nos tentáculos, liberam células urticantes que, em contato com a pele humana, causam ferimentos semelhantes a queimaduras. A toxina pode provocar dor intensa, vermelhidão, coceira e, em alguns casos, náuseas e sudorese. Em caso de contato, recomenda-se lavar a área afetada com água do mar, evitando água doce, coçar ou utilizar medicamentos sem orientação médica. Apesar de os acidentes raramente evoluírem para quadros graves, a assistência médica é recomendada, especialmente para crianças.

O dragão-azul, uma espécie de lesma-do-mar, também exige cautela. Apesar de sua beleza, não deve ser tocado, pois armazena as toxinas de suas presas, principalmente as caravelas-portuguesas. Ao contrário do que se pensa, o dragão-azul não produz sua própria toxina. Ele se alimenta de animais que possuem toxinas, como a caravela-portuguesa, e as armazena em suas extremidades.

A presença do dragão-azul em praias é considerada rara, pois geralmente habitam áreas mais afastadas da costa. Sua aproximação pode ocorrer devido a correntes marítimas, marés ou na busca por alimento.

Fonte: g1.globo.com

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