Ex-diretor do inss nega influência política em depoimento

0

Ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) negou, em depoimento, ter qualquer ligação com políticos durante sua atuação em cargos públicos. A declaração foi feita em sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O ex-diretor, que ocupou o cargo de 2021 até o início de 2023, sustentou que suas posições foram conquistadas através da entrega de currículos a parlamentares.

“Não tenho relação com políticos”, afirmou o ex-diretor durante o depoimento. No entanto, ele admitiu que sua indicação ao INSS ocorreu após um breve encontro com um deputado.

O ex-diretor é investigado sob a suspeita de ter recebido uma quantia significativa de um indivíduo conhecido como um dos operadores de um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.

No decorrer do depoimento, o ex-diretor reconheceu ter conhecido o indivíduo em 2022. Ele alegou que os repasses financeiros foram totalmente legais e relacionados ao fornecimento de material de educação financeira de sua empresa para uma consultoria pertencente ao indivíduo e seu filho.

O ex-diretor admitiu que a empresa do indivíduo era a única cliente de sua empresa. Ele declarou ter encerrado a prestação de serviços depois que a Polícia Federal (PF) desmantelou o esquema de cobranças não autorizadas de aposentados e pensionistas a associações.

O ex-diretor negou qualquer envolvimento, enquanto ocupava o cargo no INSS, na celebração de acordos entre o órgão e as entidades que realizaram os descontos ilegais. Ele também afirmou ter tomado conhecimento do esquema somente após a operação da PF.

Em resposta às declarações do ex-diretor, o deputado confirmou a possibilidade de ter se reunido com ele, mas negou qualquer irregularidade. “Posso realmente ter me reunido com ele, como com tantos outros que buscam apoio para indicações em órgãos públicos. Cada indicado é responsável por suas ações”, declarou o deputado.

Durante a sessão, o relator da CPMI anunciou a intenção de convocar o deputado mencionado e um senador para prestarem esclarecimentos à comissão. Até o momento, existe um requerimento formal de convocação do senador, alegando que ele teria recebido o indivíduo investigado em seu gabinete. A CPMI deverá votar, nas próximas sessões, os pedidos de convocação de parlamentares e a ampliação das quebras de sigilo de pessoas investigadas no caso.

Em nota, o senador afirmou estranhar a menção a seu nome e declarou não ser alvo de investigação, ressaltando que o relator deve se concentrar em combater as fraudes no INSS.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!
Exit mobile version