Júri popular marcado para empresário acusado de homicídio em santos

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A Justiça de São Paulo agendou para o dia 13 de janeiro de 2026, às 13h30, o júri popular de Tiago Gomes de Souza, empresário acusado de homicídio doloso contra Cesar Fine Torresi, um idoso de 77 anos. O crime ocorreu em Santos, no litoral paulista, mas o julgamento será realizado na capital, após um pedido de desaforamento da defesa.

O caso remonta a 8 de junho de 2024, quando uma discussão de trânsito na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, culminou com a morte de Torresi. Segundo relatos, Souza desferiu uma voadora no idoso, que estava acompanhado do neto de 11 anos. Após a agressão, Souza fugiu do local, mas foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar.

A juíza Patrícia Álvares Cruz, da 4ª Vara do Júri de São Paulo, determinou que o júri popular poderá se estender até o dia seguinte, devido ao número elevado de testemunhas. Em sua decisão, a magistrada acatou o pedido da defesa para que o réu utilize suas próprias roupas durante o julgamento, dispensando o uniforme prisional. Ela também solicitou que as partes envolvidas providenciem equipamentos eletrônicos para a exibição de conteúdos relevantes ao caso.

O advogado de defesa, Eugênio Malavasi, expressou confiança na realização do julgamento, afirmando que “a justiça será efetivamente feita”. A defesa havia solicitado a transferência do julgamento para São Paulo, argumentando que a ampla divulgação do caso e a indignação da população de Santos poderiam influenciar a imparcialidade dos jurados locais.

O promotor de Justiça, Fabio Perez Fernandez, manifestou-se contrário ao pedido de desaforamento, enfatizando que a comoção causada pelo crime não necessariamente comprometeria a imparcialidade dos jurados. Ele assegurou que, independentemente do local do julgamento, haveria um promotor dedicado a buscar justiça para a vítima.

Após a morte de Torresi, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) converteu a prisão em flagrante de Souza em preventiva. Um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa foi negado. Laudo necroscópico preliminar apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico e edema no pericárdio, resultado da queda e da força do golpe. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o empresário por homicídio qualificado.

O filho da vítima, Bruno Cesar Fine Torresi, também moveu uma ação por danos morais contra Souza, e a Justiça determinou o pagamento de uma indenização. Bruno pretende destinar o valor para as despesas médicas do filho, neto da vítima, que presenciou o crime.

Fonte: g1.globo.com

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