O estado de São Paulo reforça seu compromisso com a saúde pública ao promover uma abrangente Campanha de Multivacinação, que teve início em 3 de agosto e se estende até 1º de setembro. Esta iniciativa vital abrange os 645 municípios paulistas, oferecendo um leque de 20 imunizantes essenciais para crianças e adolescentes com menos de 15 anos. A multivacinação em São Paulo visa atualizar o esquema vacinal, prevenir doenças e proteger a comunidade contra uma vasta gama de enfermidades infecciosas. A ação é crucial para garantir que as novas gerações estejam devidamente protegidas, contribuindo para a manutenção da saúde coletiva e a erradicação de doenças imunopreveníveis que, em muitos casos, já foram controladas ou eliminadas no país.
Campanha de multivacinação em larga escala
A campanha estadual de multivacinação é um esforço robusto para assegurar a cobertura vacinal adequada em crianças e adolescentes com idade inferior a 15 anos. Com a oferta de 20 diferentes imunizantes, a ação se torna um pilar fundamental na prevenção de doenças. A estratégia adotada permite que a vacinação seja personalizada, considerando a idade do indivíduo, seu histórico vacinal prévio e as indicações específicas de cada vacina. Isso significa que pais e responsáveis devem apresentar a caderneta de vacinação da criança ou adolescente nos postos de saúde, para que os profissionais possam avaliar e aplicar somente as doses necessárias para completar o esquema vacinal.
Imunizantes disponíveis e público-alvo
A lista de vacinas oferecidas é extensa e contempla as principais proteções recomendadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Entre os imunizantes disponíveis, encontram-se: BCG (contra formas graves de tuberculose), hepatite B, pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b), poliomielite inativada (paralisia infantil), rotavírus, pneumocócica 10-valente e 20-valente (contra doenças causadas por pneumococos), meningocócica C e ACWY (contra diferentes tipos de meningite), influenza (gripe sazonal), covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela (catapora), DTP (difteria, tétano e coqueluche), hepatite A, pneumocócica 23-valente, dT (difteria e tétano em adultos), HPV (papilomavírus humano) e a vacina tetravalente contra dengue. A amplitude dessa oferta garante uma proteção abrangente, combatendo desde infecções respiratórias e diarreicas até doenças que podem causar sequelas graves e até a morte. A atualização vacinal é um direito e um dever de todos para a saúde individual e coletiva.
Estratégia de enfrentamento ao sarampo
Paralelamente à campanha de multivacinação, o governo do estado implementou uma estratégia específica para conter a circulação do vírus do sarampo, após a identificação de novos casos. Esta ação reforça a importância da vigilância epidemiológica e da rápida resposta diante do ressurgimento de doenças que já estavam sob controle. O sarampo é uma doença infecciosa grave, altamente contagiosa, que pode levar a complicações sérias, especialmente em crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas.
Casos confirmados e resposta intensificada
A necessidade de uma ação focada no sarampo tornou-se evidente após a confirmação de 23 casos da doença no estado em 2026. Desse total, dois casos foram classificados como importados, enquanto os outros 21 foram considerados relacionados à importação, embora a fonte exata da infecção não tenha sido plenamente identificada. A maioria dos pacientes (20) reside na capital paulista, com dois casos em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. A análise dos dados revelou que 16 dos pacientes não possuíam histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto, um fator crítico que contribui para a propagação do vírus. A faixa etária mais afetada incluiu 15 pacientes com menos de 2 anos e oito pacientes entre 15 e 50 anos. Em 2025, o estado havia registrado apenas dois casos importados, ambos na capital, indicando um aumento preocupante em 2026. Para combater essa tendência, a vacinação contra o sarampo, por meio da tríplice viral, é fortemente recomendada para moradores de 6 meses a 59 anos em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, independentemente do histórico vacinal, desde que respeitados os intervalos e contraindicações.
Resultados da mobilização e a importância da adesão
A resposta à intensificação da vacinação contra o sarampo tem sido significativa nos três municípios-foco. Desde 3 de agosto, aproximadamente 660 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas. A cidade de São Paulo registrou cerca de 500 mil doses, seguida por Guarulhos com 90 mil e São Bernardo do Campo com 70 mil. Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) do estado, enfatiza que “cada dose aplicada amplia a proteção da população e ajuda a interromper a circulação do vírus. O resultado alcançado nos três municípios mostra a mobilização da rede de saúde, mas a adesão precisa continuar”. Essa declaração ressalta a importância da continuidade na busca pela vacinação para garantir que o vírus seja completamente contido e que a população alcance um nível de imunidade coletiva que impeça novas ondas de contaminação.
Proteção coletiva: o papel essencial da vacinação
As campanhas de multivacinação e o reforço contra o sarampo demonstram o compromisso do estado de São Paulo com a saúde e o bem-estar de seus cidadãos. A vacinação é uma das ferramentas mais eficazes e seguras de saúde pública, responsável por evitar milhões de mortes e prevenir doenças incapacitantes em todo o mundo. A adesão da população é crucial para o sucesso dessas iniciativas. Ao completar o esquema vacinal de crianças e adolescentes e ao atender às recomendações específicas para o sarampo, os pais e responsáveis não apenas protegem seus próprios filhos, mas também contribuem ativamente para a imunidade de rebanho, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde. A manutenção de altas coberturas vacinais é a única forma de evitar o ressurgimento e a propagação de doenças que já estavam sob controle.
Perguntas frequentes sobre a multivacinação
Quem pode participar da campanha de multivacinação?
A campanha é voltada para crianças e adolescentes com menos de 15 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias) nos 645 municípios paulistas.
Quais documentos são necessários para vacinar?
É fundamental levar a caderneta de vacinação da criança ou adolescente para que os profissionais de saúde possam verificar o histórico vacinal e aplicar as doses necessárias.
Até quando vai a campanha de multivacinação?
A campanha teve início em 3 de agosto e se estende até 1º de setembro.
Por que a vacinação contra o sarampo foi reforçada em algumas cidades?
A vacinação contra o sarampo foi intensificada em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo devido à confirmação de 23 casos da doença no estado, visando conter a circulação do vírus e proteger a população.
Não deixe a saúde da sua família para depois. Verifique a caderneta de vacinação e procure o posto de saúde mais próximo para garantir todas as doses necessárias para a proteção de crianças e adolescentes.

