Brasil fica fora do Mundial feminino de basquete pela terceira vez

0

A seleção brasileira feminina de basquete não conseguiu a classificação para o Mundial feminino de basquete, marcando sua terceira ausência consecutiva na competição global. A equipe comandada pela técnica norte-americana Pokey Chatman sofreu um revés crucial contra a China, as anfitriãs e atuais vice-campeãs mundiais, por 83 a 71, em partida disputada em Wuhan. Este resultado encerrou as esperanças brasileiras de garantir uma vaga, deixando o país fora do principal torneio da modalidade mais uma vez. A derrota foi um golpe nas aspirações da equipe, que buscava retornar ao cenário mundial de elite, após um hiato que se estende desde 2014.

Desempenho decisivo e a luta pela vaga no Mundial

O sonho da seleção brasileira feminina de basquete de retornar ao cenário do Mundial feminino de basquete foi abruptamente interrompido após uma série de resultados desfavoráveis na última rodada do torneio classificatório, em Wuhan, China. O confronto contra as donas da casa, que já eram vice-campeãs mundiais, era visto como um “tudo ou nada” para a equipe brasileira. As expectativas eram altas, e a pressão sobre as atletas era palpável, pois a classificação dependia exclusivamente de uma vitória, além de uma combinação de outros resultados que, infelizmente, não se concretizaram.

A complexidade da tabela de classificação adicionou uma camada extra de drama à situação brasileira. Antes da partida contra a China, a seleção brasileira ainda alimentava a esperança de avançar com uma combinação de resultados: uma vitória do Sudão do Sul sobre Mali e da República Tcheca sobre a Bélgica. Contudo, o cenário oposto se desenrolou em ambos os duelos. Mali venceu o Sudão do Sul, e a Bélgica, atual campeã europeia, superou a República Tcheca. Essa reviravolta nos resultados prévios intensificou a atmosfera de urgência, colocando a Amarelinha em uma situação em que apenas a vitória direta sobre a China garantiria a sonhada vaga no Mundial.

No Grupo A, o Brasil terminou na quinta posição, com três derrotas e duas vitórias, o mesmo desempenho da República Tcheca. No entanto, as tchecas levaram a quarta vaga pelos critérios de desempate, que consideraram o saldo de cestas convertidas. A China se classificou em segundo lugar da chave, liderada pela Bélgica, que garantiu a primeira posição. Mali, por sua vez, assegurou a terceira vaga, enquanto o Sudão do Sul, sexto colocado, deu adeus ao Mundial ao lado do Brasil.

O embate contra a China: detalhes do confronto crucial

O duelo contra a China começou com a equipe brasileira mostrando resiliência e mantendo o placar equilibrado nos dois primeiros quartos. As jogadoras se empenharam em cada posse de bola, buscando neutralizar o forte ataque chinês e encontrar espaços na defesa adversária. No entanto, o terceiro quarto provou ser o ponto de virada da partida. As asiáticas, impulsionadas pelo apoio da torcida local e pela sua consistência tática, conseguiram abrir uma vantagem significativa, culminando em 69 a 54 ao final do período. Essa diferença representou um desafio imenso para as brasileiras, que precisariam de uma recuperação extraordinária nos últimos dez minutos de jogo.

Apesar do golpe, a seleção brasileira não se entregou. No quarto final, a equipe demonstrou um espírito de luta notável, iniciando uma impressionante reação. A ala-pivô Damiris Dantas emergiu como a grande estrela brasileira, protagonizando uma sequência de jogadas decisivas. Com uma atuação impecável, Damiris marcou cinco pontos cruciais a 6 minutos e 50 segundos do término, conseguindo reduzir a diferença no placar para 70 a 62. Esse momento de ímpeto brasileiro forçou a comissão técnica chinesa a pedir um tempo técnico estratégico, visando esfriar o jogo e reajustar suas táticas para conter a virada.

Após o tempo técnico chinês, o ritmo do jogo mudou. A seleção brasileira enfrentou dificuldades para manter a pontuação e, para agravar a situação, perdeu a pivô Kamilla Cardoso, que cometeu a quinta falta e foi excluída da partida. A ausência de Cardoso, uma peça importante no garrafão, impactou a defesa e o ataque brasileiro. Com uma jogadora a mais em quadra, as chinesas souberam administrar a vantagem, controlando o ritmo do jogo e selando a vitória por 83 a 71. Apesar do revés coletivo, a performance individual de Damiris Dantas foi reconhecida, sendo eleita a melhor jogadora do duelo, com impressionantes 26 pontos. Pelo lado chinês, o destaque foi Han Xu, que contribuiu com 22 pontos e oito rebotes, fundamental para a vitória de sua equipe.

Reflexos e a busca por um novo capítulo no basquete feminino

A eliminação do Mundial feminino de basquete representa um momento de reflexão para o basquete feminino brasileiro, que se vê fora da competição pela terceira edição consecutiva, um hiato que perdura desde 2014. A equipe nacional, que já teve momentos de glória no cenário internacional, enfrenta agora o desafio de reestruturar e planejar os próximos passos para garantir um futuro mais promissor. A ausência em um torneio de tal envergadura priva as atletas de experiência internacional de alto nível e reduz a visibilidade da modalidade no país.

Histórico de glórias e o caminho para Los Angeles 2028

O basquete feminino brasileiro possui um histórico notável em Mundiais. Em 1971, a seleção subiu ao pódio pela primeira vez, conquistando a medalha de bronze, um marco para a modalidade. Duas décadas depois, em 1994, a equipe alcançou o seu ápice, sagrando-se campeã mundial após uma memorável vitória sobre a própria China. Aquele título histórico foi impulsionado por um trio de lendas do esporte: Hortência, Magic Paula e Janeth, nomes que ecoam até hoje na memória dos fãs de basquete. Desde então, o Brasil não conseguiu repetir o feito, e a dificuldade em se classificar para as edições recentes do Mundial feminino de basquete acende um alerta sobre a necessidade de investimento e desenvolvimento contínuos.

Apesar da frustração pela não classificação para o Mundial de setembro, na Alemanha, a seleção brasileira feminina terá outras oportunidades cruciais para buscar uma vaga na Olimpíada de Los Angeles em 2028. O calendário internacional da Federação Internacional de Basquete (Fiba) oferece diversas janelas de classificação. Uma das primeiras chances surgirá em um torneio internacional em agosto, especificamente organizado pela Fiba para seleções que não se classificaram para o Mundial. Além disso, a equipe terá a AmeriCupW de 2027 e o Pré-Olímpico, cujas datas e locais ainda serão definidos, como vias para almejar a participação nos Jogos Olímpicos. Esses torneios serão fundamentais para a equipe retomar o caminho das grandes competições e demonstrar sua capacidade de superação e renovação.

Perguntas frequentes (FAQ)

P: Por que o Brasil não se classificou para o Mundial feminino de basquete?
R: O Brasil não conseguiu a classificação após terminar na quinta posição do Grupo A, com três derrotas e duas vitórias. A equipe foi superada nos critérios de desempate pela República Tcheca e perdeu o confronto direto decisivo contra a China por 83 a 71, que era fundamental para sua vaga.

P: Qual foi o resultado da partida decisiva do Brasil contra a China?
R: A seleção brasileira foi derrotada pela China por 83 a 71 na última rodada do torneio classificatório, em Wuhan.

P: Quando foi a última vez que o Brasil participou de um Mundial feminino de basquete?
R: A última participação da seleção brasileira feminina em um Mundial de basquete foi na edição de 2014. Esta é a terceira vez consecutiva que a equipe não consegue a classificação.

P: Quais são as próximas oportunidades para a seleção brasileira feminina de basquete se classificar para grandes competições?
R: O Brasil terá novas chances de buscar uma vaga na Olimpíada de Los Angeles 2028 através de um torneio internacional organizado pela Fiba em agosto para seleções não-classificadas para o Mundial, a AmeriCupW de 2027 e o Pré-Olímpico, ainda sem datas e locais definidos.

Acompanhe as próximas competições e o caminho da seleção brasileira feminina em sua jornada rumo a Los Angeles 2028, e não perca nenhum lance do basquete nacional!

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!
Exit mobile version