Uma operação conjunta da Polícia Militar Ambiental, do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e da Vigilância Sanitária resultou na apreensão de 196 caixas contendo mais de 1,6 mil potes de vidro vazios. A ação, denominada Operação Juçara, foi realizada na manhã desta terça-feira (25), na cidade de Miracatu, no interior paulista. Os potes seriam utilizados para envasar palmito juçara extraído ilegalmente.
A Operação Juçara tem como alvo um grupo criminoso suspeito de extrair ilegalmente palmito juçara em áreas de proteção ambiental no estado. Além da extração ilegal, o grupo é acusado de envasar o produto em fábricas clandestinas, sem observar as medidas sanitárias necessárias.
Em cumprimento a mandados de busca e apreensão, foram realizadas diligências nas cidades de Miracatu, Juquitiba e Itapecerica da Serra. Um dos alvos da operação foi um imóvel localizado no bairro Santa Rita, em Miracatu. No local, uma moradora admitiu trabalhar no envase dos potes.
De acordo com as investigações, o imóvel em Miracatu era utilizado como fábrica clandestina para a lavagem dos potes de vidro. Após a lavagem, os recipientes seriam preenchidos com palmito e posteriormente comercializados. Apesar da apreensão do material, ninguém foi preso durante a ação.
A Polícia Militar Ambiental informou que foram apreendidas 148 caixas com aproximadamente 888 potes de vidro grandes e outras 48 caixas com 720 potes de tamanho menor. Durante a operação em Miracatu, não foram encontradas embalagens contendo palmito já envasado.
A operação é resultado de informações sobre danos ambientais recorrentes causados por um grupo criminoso dentro do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Santa Virginia, nas cidades de São Luiz do Paraitinga e Caraguatatuba. As investigações revelaram que o grupo havia criado empresas de fachada, simulando serem distribuidoras, para comercializar o palmito extraído ilegalmente. O produto era manipulado e envasado em condições insalubres, sem seguir as normas de higiene e segurança obrigatórias para produtos destinados ao consumo.
Fonte: g1.globo.com

