Polícia prende décimo suspeito de envolvimento na morte de ex-delegado em sp

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A Polícia Civil de São Paulo anunciou a prisão do décimo suspeito de participação no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz. A detenção ocorreu nesta segunda-feira (3) no bairro do Grajaú, Zona Sul da capital paulista.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), o indivíduo detido possui antecedentes criminais por receptação, porte ilegal de arma de fogo e furto. Durante a operação de prisão, foi apreendida uma arma de fogo calibre 380. A identidade do suspeito não foi revelada.

A SSP informou em nota que as investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) continuam em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso. Até o momento, dez pessoas estão presas sob suspeita de envolvimento no crime, enquanto outras duas permanecem foragidas. Um suspeito morreu em confronto com a polícia.

Entre os presos, estão Willian Silva Marques, proprietário de um imóvel em Praia Grande de onde teria saído um fuzil possivelmente usado no crime; Dahesly Oliveira Pires, suspeita de buscar o fuzil na Baixada Santista; Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, acusado de envolvimento na logística do crime; Rafael Marcell Dias Simões, apelidado de Jaguar, que se entregou à polícia; Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, com DNA encontrado em um dos veículos usados no crime; Danilo Pereira Pena, conhecido como Matemático, apontado como o responsável por ordenar que Luiz Henrique Santos Batista levasse Jaguar de São Vicente a São Paulo; Cristiano Alves da Silva, apelidado de Cris Brow; José Nilton, acusado de ser um dos atiradores; e Paulo Henrique Caetano Sales, proprietário de um dos imóveis utilizados pelos criminosos em Praia Grande.

As investigações apontam para o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) no assassinato de Ruy Ferraz, que teve um papel central no combate ao crime organizado durante seus mais de 40 anos na Polícia Civil. Apesar de estar aposentado desde 2023, o ex-delegado continuava a receber ameaças de morte.

Ruy Ferraz foi morto a tiros de fuzil no dia 15 de setembro, após deixar seu trabalho como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande. As autoridades investigam a possibilidade de o crime ter sido motivado por vingança do crime organizado ou por sua atuação na secretaria.

As câmeras de segurança da Prefeitura de Praia Grande registraram que o ex-delegado vinha sendo monitorado pelos criminosos por mais de um mês antes do crime. Um dos veículos utilizados na ação foi flagrado no litoral paulista ainda em agosto. A Polícia Civil identificou que o grupo responsável pelo ataque utilizou casas alugadas.

Fonte: g1.globo.com

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