Amazônia e pantanal atingem picos de calor alarmantes em 2024

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Brasil registra temperaturas recordes em seus biomas, com a Amazônia e o Pantanal liderando o aumento em 2024. Uma pesquisa recente do Instituto MapBiomas revela que a temperatura média na Amazônia brasileira ultrapassou em 1,5 grau a média histórica, igualando o limite estabelecido pelo Acordo de Paris. O Pantanal, por sua vez, apresentou um aumento ainda maior, com 1,8 grau acima da média.

O estudo demonstra uma tendência preocupante observada nos últimos 40 anos, com o aumento da temperatura em todo o território nacional. No entanto, Pantanal, Cerrado e Amazônia se destacam pelo ritmo acelerado de aquecimento, contrastando com Caatinga, Mata Atlântica e Pampa, onde o aumento é mais lento. Estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Piauí, localizados no interior do país, também apresentam um aquecimento mais rápido.

Luciana Riso, pesquisadora do MapBiomas Atmosfera, enfatiza que todos os biomas brasileiros registraram recordes de temperatura em 2024. “Em média, a temperatura no Brasil ficou 1,2 grau Celsius acima da média dos últimos 40 anos. Mas, na Amazônia, registramos a temperatura 1,5 grau acima da média e, no Pantanal, batemos 1,8 grau Celsius acima da média. É algo bastante preocupante e que já causa muitos impactos socioeconômicos, esse aumento de temperatura associado a secas, queimadas e incêndios florestais”, alerta Riso.

Desde 1985, a Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de sua área original, com um aumento médio de temperatura de 1,2 grau. Segundo Luciana Riso, o aquecimento no Brasil está ligado ao aquecimento global, mas também a fatores locais, como o desmatamento ilegal. “Uma lição de casa importante do Brasil para conter esse aumento de temperatura é a conservação de suas florestas e áreas de vegetação”, afirma.

A pesquisadora do MapBiomas aponta ainda outras medidas cruciais para reverter essa tendência, incluindo o combate ao desmatamento ilegal, o reflorestamento, e a promoção de ações de mitigação que reduzam as emissões de carbono na agricultura. Ela menciona a importância da agricultura de baixo carbono, da eficiência energética nas cidades e do incentivo ao transporte coletivo e ativo.

Apesar do cenário preocupante, há sinais positivos. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou que a Amazônia registrou uma redução de 11,08% no desmatamento este ano, representando uma queda acumulada de 50% em relação a 2022. O Cerrado também apresentou uma diminuição de 11,49% no desmatamento.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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