Sogro de suspeito de morte de delegado preso por dívida de pensão

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O sogro de um homem preso sob suspeita de envolvimento no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em Praia Grande, foi detido após prestar depoimento. Inicialmente convocado como testemunha, o homem teve um mandado de prisão em aberto detectado, relacionado ao não pagamento de pensão alimentícia.

Ruy Ferraz Fontes foi morto a tiros em 15 de setembro, após deixar seu trabalho na prefeitura de Praia Grande, onde atuava como secretário de Administração após se aposentar da polícia. Atingido por múltiplos disparos de fuzil, o crime chocou a cidade.

A prisão do sogro ocorreu durante o desenrolar das investigações que já levaram à detenção de dez suspeitos. O último deles, Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, de 36 anos, conhecido pelos apelidos de Penélope ou Fiel, foi capturado na capital paulista. Ele é apontado como membro do PCC e suspeito de estar no veículo Logan branco que teria participado da perseguição ao ex-delegado.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o depoimento do sogro de Cardoso tinha como objetivo coletar esclarecimentos para auxiliar na investigação. A princípio, ele seria liberado após o interrogatório, mas a descoberta do mandado de prisão em aberto levou à sua detenção.

Além de Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, outras nove pessoas foram presas em conexão com o caso: Willian Silva Marques, Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista (Fofão), Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar), Felipe Avelino da Silva (Mascherano), Danilo Pereira Pena (Matemático), Cristiano Alves da Silva (Cris Brow), José Nilton, e Paulo Henrique Caetano Sales (PH).

As autoridades ainda procuram por Flávio Henrique Ferreira de Souza e Luis Antonio Rodrigues de Miranda, que também são considerados suspeitos. Um dos suspeitos, Umberto Alberto Gomes, morreu em confronto com a polícia no Paraná.

A investigação aponta para o envolvimento do PCC no assassinato, considerando o histórico de Ruy Ferraz Fontes no combate ao crime organizado durante seus mais de 40 anos na Polícia Civil. A hipótese de vingança do crime organizado e sua atuação na secretaria são consideradas motivações para o crime. As investigações revelaram que o ex-delegado era monitorado pelos criminosos há mais de um mês antes do ataque. Veículos utilizados no crime foram identificados, e imóveis alugados foram utilizados como apoio logístico pelo grupo responsável pelo assassinato.

Fonte: g1.globo.com

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