Jimmy cliff, ícone do reggae, morre aos 81 anos

0

Faleceu nesta segunda-feira, aos 81 anos, Jimmy Cliff, um dos maiores expoentes do reggae mundial. A confirmação da morte do cantor jamaicano veio através de sua esposa, Latifa, em publicação na conta oficial do artista no Instagram. Na mensagem, Latifa expressou gratidão à família, aos amigos, colaboradores e à equipe médica que acompanhou Cliff. Ela também agradeceu o apoio dos fãs, destacando que o carinho deles foi a força do cantor durante toda a sua trajetória.

A Ministra da Cultura, Margareth Menezes, também se manifestou, relembrando a importância de Cliff, ao lado de Bob Marley e Peter Tosh, na popularização do reggae em escala global. Ela mencionou ter convivido com o artista durante o período em que ele residiu na Bahia, compartilhando momentos musicais marcantes.

A notícia da morte de Cliff ocorre em um momento em que São Luís do Maranhão, a “Capital Nacional do Reggae”, celebrava o ritmo musical. Ademar Danilo, pesquisador e gestor do Museu do Reggae, ressaltou a forte ligação entre a capital maranhense e a música jamaicana. “Ontem, São Luís foi dormir em festa com o maior festival de reggae da América Latina, o Ilha do Reggae. E hoje, a nossa cidade acorda triste com a morte de Cliff, um dos artistas mais celebrados aqui na Jamaica brasileira. Ele foi rei no Maranhão. As músicas dele estão marcadas na formação da preferência dos maranhenses pelo reggae”, declarou.

Nascido em Saint James, na Jamaica, Jimmy Cliff iniciou sua jornada musical ainda na adolescência, ao se mudar para Kingston. Sua carreira decolou em 1967, com o lançamento do álbum “Hard Road to Travel”. Considerado um dos pioneiros na divulgação do reggae para o público internacional, Cliff pavimentou o caminho para outros artistas, como Bob Marley.

Ao longo de mais de 50 anos de carreira, Cliff colaborou com diversos artistas de diferentes gêneros, incluindo Rollings Stones, Annie Lennox e Paul Simon. Sua discografia inclui inúmeros sucessos, como “Wonderful world, beautiful people”, “Reggae Night”, “Rebel in Me” e “I Can See Clearly Now”. Em 1972, protagonizou o filme “Balada Sangrenta”, que contribuiu para disseminar a cultura rastafári e o reggae ao redor do mundo.

A relação de Jimmy Cliff com o Brasil foi intensa. Ele participou do Festival Internacional da Canção no final dos anos 60, gravou um videoclipe no país e colaborou com artistas brasileiros como Cidade Negra, Olodum, Titãs e Gilberto Gil, com quem realizou uma turnê no início dos anos 80. O artista lançou um álbum ao vivo gravado no Brasil e outro com versões em inglês de músicas brasileiras. Cliff chegou a residir no Rio de Janeiro e na Bahia, onde nasceu sua filha Nabiyah Be, fruto de seu relacionamento com a brasileira Sônia Gomes da Silva.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento de Jimmy Cliff.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!