Uma vibrante exposição Mata Viva toma conta do Rio de Janeiro, unindo de forma inédita a riqueza da arte popular brasileira à urgência da defesa ambiental. Em cartaz no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), a mostra é um verdadeiro convite à reflexão sobre a conexão intrínseca entre o homem, a cultura e a natureza. Com 260 peças artesanais, meticulosamente selecionadas e dispostas em um cenário imersivo, a exposição oferece uma experiência sensorial e emocional profunda, destacando a potência criativa do Brasil e a beleza de seus diversos biomas. É uma jornada inesquecível pelo coração artístico e ecológico do país, sem o uso de qualquer tecnologia digital, dependendo apenas da genialidade manual.
A essência da exposição: biomas, arte e propósito
A exposição “Mata Viva” se destaca como uma das maiores e mais significativas já montadas no espaço cultural do CRAB. Seu propósito transcende a mera exibição de obras, buscando reacender a consciência sobre a origem de tudo: a terra. As 260 peças expostas são frutos do talento de artesãos de todas as regiões do Brasil, confeccionadas com materiais extraídos diretamente dos mais variados biomas — da vastidão amazônica à exuberância da Mata Atlântica, passando pela rica biodiversidade do Pantanal e do Cerrado, até a aridez da Caatinga e os campos do Pampa. Cada obra é um elo visível e tátil com a natureza de onde provém, evidenciando a profunda simbiose entre o fazer artístico e o ambiente natural.
O clamor ambiental expresso na arte
Jair de Souza, um dos curadores da exposição, articula a premissa fundamental do projeto, que ele descreve como um espelho da identidade brasileira. Segundo Souza, a inspiração veio da pergunta elementar: “Onde nascem as coisas?”. A resposta é encontrada nos próprios biomas, onde a arte popular brasileira germina da terra. “Ela é feita com todo o material que vem da terra: a pedra, a madeira, a argila, a palha, a semente”, explica o curador. O objetivo central da “Mata Viva” é, portanto, duplo: trazer à tona a potência inegável da arte popular nacional e, simultaneamente, apresentar os biomas que a nutrem, promovendo um clamor pela sua defesa e preservação. A mostra é um testemunho da capacidade criativa que emerge da relação respeitosa e ancestral com os recursos naturais do país, convertendo-os em expressões artísticas de inestimável valor cultural e ambiental.
A magia por trás da imersão: artistas e cenografia
O que torna a “Mata Viva” uma experiência verdadeiramente única é o seu ambiente cuidadosamente preparado. Distante de recursos tecnológicos como projeções ou adesivos, todo o cenário foi concebido e executado manualmente, resultando em uma atmosfera palpável e envolvente. Cada detalhe, desde os pisos que os visitantes pisam até as árvores que adornam o espaço, é fruto de um trabalho artesanal gigantesco. Mais de 150 árvores, cada uma criada à mão, compõem a floresta mágica que ambienta as obras, transportando o público para dentro dos próprios biomas brasileiros. Essa abordagem tátil e visual contribui para a experiência imersiva e intensa que a exposição promete, apelando diretamente aos sentidos e à emoção dos visitantes.
Talentos em destaque e o toque carnavalesco
Por trás da grandiosidade cênica da exposição está uma equipe de artistas de renome, muitos deles com profunda ligação às raízes culturais do Rio de Janeiro. A montagem dos ambientes, com sua profusão de pinturas e esculturas, foi liderada por Leandro Assis, um grande artista conhecido por seu trabalho nas escolas de samba cariocas. A equipe, composta por pintores, escultores e aderecistas que habitualmente trabalham para o espetáculo do Carnaval, trouxe sua expertise em criar mundos fantásticos para dar vida aos biomas da “Mata Viva”. Entre os artesãos cujas obras brilham na mostra, destacam-se nomes como Conceição dos Bugres, do Mato Grosso do Sul, com suas esculturas singulares de traços indígenas e intensa força expressiva, e o mineiro Antônio Julião, cujas peças traduzem uma perspicaz crítica social e ambiental. O curador Jair de Souza relata a emoção dos visitantes, alguns chegando às lágrimas, diante da potência e da autenticidade das obras e do cenário. Essa reação, de encantamento e vibração com a força criativa do Brasil, confirma o sucesso de uma exposição que celebra a identidade nacional, olhando para si mesma sem filtros digitais.
Conclusão
A exposição “Mata Viva” representa uma oportunidade ímpar para o público carioca e visitantes mergulharem na riqueza da arte popular brasileira e refletirem sobre a vital importância da preservação ambiental. Com sua proposta imersiva e inteiramente artesanal, a mostra transcende a mera observação para se tornar uma vivência, um reencontro com a essência cultural e natural do Brasil. A fusão de peças de 260 artesãos de todo o país, cuidadosamente contextualizadas em ambientes que evocam os diversos biomas, cria um clamor poderoso e visualmente deslumbrante pela defesa do meio ambiente. Imperdível neste período, a exposição é um tributo à criatividade e à resiliência de um país que encontra na terra a inspiração para suas mais belas expressões artísticas.
Perguntas frequentes (FAQ)
Onde a exposição “Mata Viva” está localizada e como chegar?
A exposição “Mata Viva” está localizada no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), situado na Praça Tiradentes, no centro histórico do Rio de Janeiro. A área é facilmente acessível por transporte público, incluindo metrô e VLT.
Qual o período de visitação e há cobrança de entrada para a “Mata Viva”?
A exposição pode ser visitada até o dia 31 de março, de terça-feira a sábado. A entrada é franca, permitindo que todos tenham acesso a essa experiência cultural e ambiental única.
O que torna a experiência da “Mata Viva” tão imersiva e especial para os visitantes?
A exposição é totalmente imersiva devido à sua cenografia manual e detalhada, que não utiliza tecnologia digital. Ambientes pintados à mão, pisos personalizados e mais de 150 árvores artesanais criam uma atmosfera que transporta os visitantes para dentro dos biomas brasileiros, evocando uma forte resposta emocional.
Não perca a chance de vivenciar a potência da arte e natureza brasileiras na exposição “Mata Viva” até 31 de março.


