Socorrista do SAMU salva Bebê engasgado e sem respirar em São Vicente

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São Vicente, litoral de São Paulo, foi palco de um momento de extrema tensão e alívio na última terça-feira (17), quando um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) salvou a vida de um bebê engasgado de apenas dois meses. Mesmo fora de seu horário de serviço, o profissional Adilson Pereira de Azevedo demonstrou a prontidão e a expertise que são a essência de sua profissão. A família, em desespero ao ver o recém-nascido sem respirar, buscou auxílio diretamente na base da corporação, encontrando um anjo da guarda em um momento crítico. A ação rápida e precisa de Adilson garantiu que a criança pudesse voltar a respirar, transformando o pânico em um desabafo de emoção.

O resgate emergencial em São Vicente

Na noite de terça-feira (17), a rotina na base do SAMU em São Vicente, no litoral paulista, foi abruptamente interrompida por um pedido de socorro desesperado. Os pais de um bebê engasgado, de apenas dois meses, chegaram ao local com a criança já sem respirar, em um estado de emergência gravíssima. A mãe havia acabado de alimentar o recém-nascido quando o incidente ocorreu, lançando a família em um pânico compreensível. A agilidade em buscar ajuda profissional foi crucial, e a decisão de se dirigir diretamente à base do SAMU acabou sendo um diferencial determinante para o desfecho positivo dessa história.

A chegada desesperada da família

A cena era de partir o coração: uma família completamente desesperada, segurando o pequeno bebê que, visivelmente, não conseguia respirar. O desespero dos pais era palpável, e a urgência da situação exigia uma resposta imediata. Nesse momento crítico, mesmo fora de seu turno, o socorrista Adilson Pereira de Azevedo, de 39 anos, estava presente. Ele relatou que, ao perceber a gravidade do quadro, o tempo pareceu parar e acelerar simultaneamente. Não havia espaço para hesitação ou para um segundo sequer de dúvida; a vida de uma criança frágil dependia de uma intervenção instantânea e eficaz. A presença do profissional no local foi uma verdadeira providência e um golpe de sorte em meio ao infortúnio.

A ação decisiva do socorrista Adilson Pereira

Sem perder um segundo, Adilson Pereira agiu com a precisão e a frieza que anos de treinamento no SAMU proporcionam. Ele iniciou imediatamente a Manobra de Heimlich, um procedimento de emergência vital para desobstruir as vias aéreas em casos de engasgo. A cada compressão, a tensão aumentava, e a esperança oscilava entre o desespero e a fé na recuperação. Para Adilson, os segundos se estenderam como uma eternidade, carregados de uma responsabilidade imensa. A experiência do socorrista e sua capacidade de manter a calma sob pressão foram fundamentais para executar a manobra corretamente, uma técnica que exige conhecimento e habilidade para não causar danos adicionais ao frágil organismo de um bebê. Sua expertise foi a chave para o salvamento.

O protocolo e o alívio após a intervenção

Após alguns segundos que pareceram infindáveis, a resposta veio: o bebê voltou a respirar. Aquele momento de alívio indescritível marcou o fim de uma agonia e o início de uma nova chance para a pequena vida. Adilson descreveu a sensação como a de “a vida voltando junto”, um alívio difícil de verbalizar, mas profundamente sentido por todos os envolvidos. A Manobra de Heimlich, realizada com maestria, havia sido um sucesso, demonstrando a eficácia do treinamento contínuo dos profissionais de emergência e a importância de saber agir em situações extremas. A emoção tomou conta da família, que pôde finalmente desabafar o pânico vivido.

Manobra de Heimlich: segundos que salvaram uma vida

A Manobra de Heimlich é um procedimento de primeiros socorros que consiste em compressões abdominais ou torácicas rápidas e firmes, visando expelir o objeto que obstrui as vias respiratórias. Em bebês, a técnica é adaptada, envolvendo tapas nas costas e compressões torácicas, sempre com o cuidado de proteger a cabeça e o pescoço da criança. A rapidez é crucial, pois a falta de oxigênio pode levar a danos cerebrais em poucos minutos. Adilson Pereira aplicou a técnica específica para recém-nascidos, com a sensibilidade e a força controlada necessárias para o corpo delicado de um bebê de dois meses, garantindo a desobstrução das vias aéreas e a retomada da respiração. A execução precisa foi vital.

Pós-resgate: avaliação médica e alta

Logo após os primeiros socorros realizados por Adilson, o bebê foi prontamente encaminhado ao Pronto-Socorro Central para uma avaliação clínica completa. No hospital, a criança passou por exames detalhados, incluindo um raio-X de tórax, para assegurar que não havia nenhuma sequela interna ou lesão decorrente do engasgo ou da própria manobra de salvamento. Felizmente, não foram detectadas alterações, e o recém-nascido recebeu alta médica. A equipe hospitalar também aproveitou a oportunidade para fornecer orientações essenciais à mãe sobre como identificar sinais de perigo em casos de engasgo e as melhores práticas para preveni-los, reforçando a importância da educação em saúde para a segurança infantil e a tranquilidade da família.

O impacto pessoal e profissional de um ato heroico

Com aproximadamente nove anos de serviço no SAMU, Adilson Pereira de Azevedo revelou que esta foi a primeira vez que precisou intervir em um resgate de recém-nascido fora de seu horário de trabalho. A experiência, segundo ele, foi singularmente marcante, especialmente por envolver uma vida tão frágil. A responsabilidade, que já é inerente à profissão, pareceu ainda maior diante da vulnerabilidade do bebê. Mesmo com o nervosismo natural da situação, Adilson enfatizou que seguiu rigorosamente os protocolos de treinamento, evidenciando a importância da capacitação contínua para qualquer profissional de emergência e a dedicação à sua vocação.

Ainda para Adilson, o impacto emocional foi profundo, pois, além de socorrista, ele também é pai de filhos pequenos. Essa conexão pessoal permitiu-lhe sentir, de forma mais intensa, o desespero da família e a magnitude do alívio quando o bebê voltou a respirar. Momentos como esse, ele afirma, reforçam o propósito e o valor da profissão. “São nesses momentos que a gente entende o peso, mas também o valor imenso de poder fazer a diferença na vida de alguém”, declarou Adilson, sublinhando a essência de sua vocação. A gratidão da família e a consciência de ter salvado uma vida jovem ficarão para sempre em sua memória, servindo como um testemunho do heroísmo cotidiano.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que fazer imediatamente se um bebê engasgar?
Em caso de engasgo de um bebê, é crucial manter a calma e agir rapidamente. Primeiramente, posicione o bebê de bruços em seu antebraço, com a cabeça mais baixa que o corpo, e aplique cinco tapas firmes nas costas, entre as omoplatas, utilizando a palma da mão na região entre as escápulas. Em seguida, vire o bebê de barriga para cima, mantendo a cabeça mais baixa, e faça cinco compressões no peito, na linha dos mamilos, com dois dedos. Alterne entre tapas nas costas e compressões no peito até que o objeto seja expelido ou o bebê comece a chorar ou tossir. Se o bebê desmaiar ou não reagir, acione imediatamente o SAMU (192) ou procure o pronto-socorro mais próximo.

Qual a importância da Manobra de Heimlich e quem pode aplicá-la?
A Manobra de Heimlich é um procedimento vital de primeiros socorros que pode salvar vidas ao desobstruir as vias aéreas de uma pessoa engasgada. Sua importância reside na rapidez com que pode reverter um quadro de asfixia, evitando danos cerebrais por falta de oxigênio em poucos minutos. Idealmente, pessoas treinadas em primeiros socorros devem aplicar a manobra, como profissionais de saúde ou socorristas. No entanto, em uma emergência, qualquer pessoa que tenha conhecimento básico da técnica pode e deve tentar aplicá-la, seguindo as diretrizes específicas para cada faixa etária (bebês, crianças, adultos). O mais importante é não hesitar e buscar ajuda profissional simultaneamente.

Quando devo chamar o SAMU em caso de engasgo?
Você deve chamar o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) imediatamente, discando 192, se a vítima de engasgo estiver inconsciente, não conseguir respirar, tossir ou chorar, ou se seus lábios e pele começarem a ficar azulados. Mesmo que a manobra de desengasgo seja bem-sucedida e o bebê volte a respirar, é recomendável buscar avaliação médica para garantir que não houve complicações internas, lesões ou que algum fragmento do objeto não tenha sido aspirado e possa causar problemas futuros. Em casos de bebês e crianças, a avaliação hospitalar pós-engasgo é ainda mais crucial devido à sua maior fragilidade fisiológica.

Conhecer as técnicas básicas de primeiros socorros pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Invista seu tempo em cursos de capacitação e tenha sempre os números de emergência, como o 192 do SAMU, à mão, para qualquer eventualidade.

Fonte: https://g1.globo.com

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