Professora compra notebook pela internet e recebe sabão em pó em Praia Grande; caso revolta consumidores

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Uma moradora de Praia Grande viveu momentos de revolta e desespero após comprar um notebook pela internet e receber, no lugar do equipamento, três caixas de sabão em pó. O caso, divulgado pelo g1, reacende o alerta sobre problemas em entregas de compras online no litoral paulista.

A vítima é a professora Sirlei Rodrigues, de 43 anos, que adquiriu um notebook modelo Asus Vivobook 15 no valor de R$ 3.599 pelo site da Amazon. Segundo ela, o computador seria fundamental para os estudos e para a conclusão da dissertação de mestrado.

Em entrevista ao g1, Sirlei descreveu o choque ao abrir a embalagem.

“Minha reação foi chamar outra pessoa para ver porque eu não estava acreditando. Me deu desespero, raiva, decepção e medo de ficar no prejuízo”, lamentou a professora.

De acordo com a reportagem, a entrega estava prevista para o último dia 27. Pela manhã, a vítima recebeu um e-mail informando que o produto estava a caminho. Pouco depois, outro comunicado dizia que não foi possível concluir a entrega.

Sirlei afirma, no entanto, que ninguém tentou entregar o produto naquele momento, já que três pessoas aguardavam a encomenda na residência da família, localizada no bairro Guilhermina.

No dia seguinte, o pacote foi entregue e recebido pela mãe da professora. A surpresa veio quando Sirlei decidiu abrir a caixa na escola onde trabalha: no lugar do notebook estavam três caixas de sabão em pó.

O episódio aconteceu apenas uma semana após outro caso semelhante também ganhar repercussão em Praia Grande. Na ocasião, a jovem Valentina Vitória, de 23 anos, afirmou ter recebido uma caixa de leite condensado no lugar de um iPhone comprado pela internet.

Os dois casos geraram indignação nas redes sociais e levantaram questionamentos sobre a segurança logística nas entregas de produtos de alto valor.

Segundo o g1, a Amazon foi procurada para comentar os episódios, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

Especialistas alertam que consumidores devem sempre filmar a abertura de encomendas, conferir imediatamente possíveis sinais de violação e registrar reclamações junto à empresa, plataformas de defesa do consumidor e autoridades policiais em casos suspeitos.

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