Suíça avança às quartas da copa após 72 anos com vitória nos

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A Suíça fez história na noite desta terça-feira (7) ao garantir sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, um feito que não era alcançado pela seleção europeia há longos 72 anos. Em um confronto eletrizante contra a Colômbia, disputado no Estádio Vancouver Place, no Canadá, a equipe suíça avançou às quartas após uma dramática vitória por 4 a 3 na disputa de pênaltis, depois de um empate sem gols tanto no tempo normal quanto na prorrogação. A resiliência e a disciplina tática dos suíços foram postas à prova contra um adversário determinado, mas a persistência e as defesas cruciais do goleiro Gregor Kobel foram determinantes para selar o destino da partida. A vitória representa um marco significativo na trajetória da Suíça em Mundiais, reescrevendo um capítulo importante em sua história no torneio.

A saga suíça: o fim de um jejum de 72 anos

A seleção da Suíça demonstrou uma solidez defensiva notável desde o início do confronto. Com uma equipe bem organizada e uma postura fechada principalmente no círculo central do campo, os europeus visavam anular as investidas colombianas. Apesar de os sul-americanos terem maior controle da posse de bola e uma troca de passes mais fluida, a dificuldade em furar o bloqueio suíço era evidente. As tentativas da Colômbia, que conseguia avançar até o meio do campo ofensivo, frequentemente esbarravam na eficiente linha defensiva adversária ou resultavam em finalizações imprecisas, sem grande perigo para o gol.

Confronto tático e poucas chances no tempo regulamentar

A melhor oportunidade da “Tricolor” surgiu aos 20 minutos do primeiro tempo. Luis Díaz, um dos jogadores mais perigosos da equipe colombiana, tocou para Puerta na entrada da grande área. Puerta arriscou um chute cruzado certeiro, mas o goleiro Gregor Kobel, em uma intervenção espetacular, realizou uma defesa crucial que evitou o gol e manteve o placar inalterado. Após uma pausa para hidratação, a Suíça, pela primeira vez na partida, ameaçou a meta defendida por Vargas. Aos 29 minutos, Rieder aproveitou um deslize defensivo de Muñoz, invadiu a área e desferiu um forte chute cruzado que foi espalmado para fora pelo goleiro colombiano. Dois minutos depois, Ndoye quase inaugurou o marcador para os europeus, em outro chute cruzado, mas Vargas, atento, agarrou a bola. Nos dez minutos finais da primeira etapa, a Colômbia intensificou a pressão, mas não conseguiu converter suas finalizações em gols.

No segundo tempo, a Suíça adotou uma postura mais ofensiva e criou duas excelentes chances para abrir o placar logo nos primeiros minutos. Aos 2 minutos, Ndoye disparou pela esquerda, avançou com a bola e cruzou rasteiro para Sow, que, ao chutar, pegou mal na bola e a isolou. Quatro minutos depois, em uma cobrança de falta da entrada da área, Rieder bateu com categoria, mas a bola passou raspando a trave direita de Vargas, saindo por pouco. Os colombianos não se intimidaram e tiveram sua melhor oportunidade aos 14 minutos com Luis Díaz. O camisa 7 cruzou pela esquerda, a bola bateu na defesa e voltou para ele mesmo, que a ajeitou e chutou de canhota, diretamente nas mãos de Kobel. Três minutos depois, foi a vez de Luis Suárez aproveitar uma bobeira de Xhaka na entrada da área e chutar forte, sem marcação, mas a finalização do camisa 25 foi para fora. O jogo, então, tornou-se mais truncado, com um excesso de faltas, jogadas mal articuladas e finalizações pouco eficazes, culminando em um empate sem gols que levou a partida para a prorrogação. Este foi o primeiro confronto do mata-mata a terminar com o placar de 0 a 0.

Tensão na prorrogação e o drama das penalidades

Na prorrogação, os colombianos aumentaram a intensidade na busca pelo gol da classificação. Aos 2 minutos do primeiro tempo extra, em uma cobrança de falta, Quintero enviou a bola para a área, mas a zaga suíça conseguiu afastar. A sobra ficou com Sánchez, que tentou um voleio, mas a bola passou por cima do travessão. Aos 8 minutos, Lucumi aproveitou um escanteio levantado pela esquerda para cabecear certeiro, e a bola explodiu no travessão, para desespero da torcida colombiana. No minuto seguinte, Richard Ríos arriscou um chute da intermediária, mas a bola saiu à esquerda do gol suíço. Aos 10 minutos, Campaz desferiu um potente chute de fora da área, defendido por Kobel com um manchete preciso. Antes do fim do primeiro tempo da prorrogação, a Suíça ameaçou o gol de Vargas com um chute perigoso de Ambdouni dentro da área, que foi espalmado para fora pelo goleiro.

Esforço em dobro e defesas decisivas

No segundo tempo da prorrogação, o ritmo de jogo diminuiu consideravelmente, reflexo do desgaste físico de ambas as equipes. A melhor chance desse período foi da Colômbia, aos 9 minutos. O meio-campista colombiano recebeu um excelente passe de Muñoz na pequena área e, cara a cara com o goleiro Kobel, chutou por cima do gol, desperdiçando uma oportunidade clara de garantir a vitória. Com o empate persistindo, a decisão foi para a dramática disputa de pênaltis.

Quintero foi o primeiro a cobrar pela Colômbia, chutando forte no meio do gol e convertendo com sucesso. Em seguida, o capitão suíço, Xhaka, bateu no canto direito de Vargas, que ainda tocou na bola antes de ela entrar, deixando tudo igual. A tensão aumentou quando Sánchez desperdiçou a segunda cobrança colombiana, mandando uma bomba no travessão. Amdouni, atacante suíço, deslocou o goleiro Vargas, chutando no canto esquerdo e colocando a Suíça à frente. Campaz, então, desferiu um chute rasteiro que passou por baixo de Kobel e entrou, empatando novamente a disputa.

A Suíça desperdiçou sua terceira cobrança, com Akanji chutando por cima do travessão. O placar voltou a ficar em 3 a 3. Foi neste momento que o goleiro Kobel brilhou intensamente: na cobrança seguinte de Cucho Hernández, o arqueiro suíço defendeu com maestria, no lado direito do gol, dando a vantagem novamente para sua equipe. O atacante Itten converteu para os suíços com um chute forte no meio do gol. Luis Díaz ainda marcou para a Colômbia, deslocando o goleiro para a esquerda. Por fim, o meio-campista suíço Vargas chutou forte no canto direito e garantiu a vitória por 4 a 3 nos pênaltis, selando a histórica vaga da Suíça nas quartas de final após 72 anos.

Suíça mira o próximo desafio nas quartas de final

A vitória nos pênaltis sobre a Colômbia não apenas encerrou um longo jejum de 72 anos para a Suíça, mas também reafirmou a capacidade da equipe de superar adversidades em momentos de alta pressão. Esta é a quarta vez na história que a Suíça alcança as quartas de final em sua 13ª participação em Copas do Mundo, repetindo os feitos de 1934, 1938 e 1954. Na edição anterior, no Catar em 2022, a jornada suíça terminou nas oitavas de final, tornando este avanço ainda mais significativo. Agora, a seleção europeia se prepara para um desafio ainda maior. Na próxima fase, a Suíça medirá forças com a atual campeã, Argentina, que derrotou o Egito por 3 a 2 em seu confronto. A partida promete ser um espetáculo de futebol, agendada para o próximo sábado, 11 de julho, às 22h (horário de Brasília), e será disputada no Estádio Kansas City, nos Estados Unidos. O confronto contra a Argentina será um verdadeiro teste para as ambições suíças de ir além e quem sabe alcançar uma inédita semifinal.

Perguntas frequentes

Quando foi a última vez que a Suíça chegou às quartas de final da Copa do Mundo?
A Suíça não chegava às quartas de final da Copa do Mundo há 72 anos. As últimas vezes foram em 1934, 1938 e 1954.

Contra quem a Suíça jogará nas quartas de final da Copa do Mundo?
A Suíça enfrentará a Argentina, atual campeã, nas quartas de final.

Quais jogadores foram decisivos na disputa de pênaltis pela Suíça?
Os jogadores suíços que converteram seus pênaltis foram Xhaka, Amdouni, Itten e Vargas. O goleiro Gregor Kobel também foi decisivo ao defender a cobrança de Cucho Hernández.

Onde foi disputada a partida entre Suíça e Colômbia?
A partida entre Suíça e Colômbia foi disputada no Estádio Vancouver Place, no Canadá.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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