O futuro da engenharia e as competências essenciais para os profissionais da área foram o foco central do Painel Educação, Tecnologia e Novas Competências para o Engenheiro do Futuro, realizado no Construinova Litoral. Diante da crescente concorrência no mercado de trabalho, a discussão buscou identificar os caminhos para que os futuros engenheiros se destaquem.
O debate, mediado por Márcio Cruz, consultor de Negócios do Sebrae e mestrando em Ciência e Tecnologia do Mar na Unifesp, teve como ponto de partida a questão de como as universidades estão transformando a formação em engenharia para promover a inovação. Cruz compartilhou suas experiências pessoais, ressaltando a importância do empreendedorismo dentro da universidade. “Aprendi que o pesquisador pode ser um empreendedor dentro da universidade, podemos resolver problemas justamente com o conhecimento técnico e provocar os alunos a usarem as habilidades para ir além”, afirmou.
Juliana Petermann Moretti Pelissari, professora da Unifesp, enfatizou o desafio de levar a discussão para além do ambiente acadêmico. Segundo ela, pesquisadores muitas vezes enfrentam dificuldades em aplicar suas pesquisas na prática devido ao compromisso com publicações e pesquisas. A participação em eventos como o Construinova Litoral é fundamental para conectar pesquisadores com gestores públicos e empresas, facilitando a aplicação prática das pesquisas desenvolvidas.
Hidelbrando Pereira dos Santos Júnior, professor da Universidade Santa Cecília (Unisanta), destacou a importância de aliar o estudo à prática. Ele mencionou que a universidade busca trazer problemas da vida real para o desenvolvimento de pesquisas. “Precisamos saber o que o mercado precisa e este tipo de soluções podem ser debatidas também nos laboratórios e saindo vemos quais são as necessidades. Na Unisanta, temos uma agenda em conjunto onde alunos de cursos diferentes de Engenharia se reúnem para tentar encontrar soluções para um problema em comum”, explicou.
Alessandro Lopes, professor da ESAMC, ressaltou que a instituição incentiva os alunos a serem empreendedores, independentemente do curso. “Desde o primeiro semestre tem uma disciplina de projeto que é para entender o plano de negócio, pesquisar fontes e oferecer a solução de um problema. E isso independe do curso, até porque um engenheiro também pode montar o próprio negócio”, disse.
Michelle Santana do Nascimento, superintendente da ETEC Mongaguá, levou seus alunos para o Construinova Litoral com o objetivo de proporcionar um ambiente de aprendizagem enriquecedor. Os alunos participaram do Hackathon, onde puderam testar seus conhecimentos e aplicar o que aprendem em sala de aula para resolver problemas do cotidiano. Além disso, tiveram a oportunidade de fazer networking, estabelecer contatos com empresas e fortalecer sua formação técnica.
Fonte: g1.globo.com


