Um estudante de 17 anos foi atacado por um gavião na manhã da última segunda-feira, enquanto caminhava para a escola na Avenida Washington Luiz, no bairro Boqueirão, em Santos. O incidente resultou em ferimentos na cabeça do jovem, identificado como Rafael Fernandes Martinez.
De acordo com o relato de Rafael, o ataque ocorreu de forma inesperada. “Tomei um susto porque na hora pensei que alguém tinha acertado um objeto em mim”, afirmou o estudante, descrevendo a sensação inicial como uma pancada seguida de uma dor incômoda. Após o ataque, Rafael identificou dois pequenos cortes em sua cabeça, evidência do ataque do gavião.
Após as aulas, Rafael foi levado por sua tia a uma unidade de saúde para receber atendimento preventivo. “Eu e minha tia sabíamos que precisaria tomar alguma coisa, seja vacina contra tétano ou raiva”, explicou o jovem. No posto de saúde, uma enfermeira administrou uma dose da vacina contra o tétano, descartando a necessidade de imunização contra a raiva.
Marcia Martinez, tia e responsável legal por Rafael, expressou preocupação com a segurança dos moradores, especialmente os idosos que frequentam a região. Ela destacou que, embora o ferimento de Rafael tenha sido superficial, um ataque em áreas mais sensíveis, como os olhos, poderia ter consequências graves. Marcia sugere que a prefeitura considere a instalação de sinalização de alerta sobre a presença dos gaviões na área.
Em resposta ao incidente, a Prefeitura de Santos informou que o Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal (GCM) está realizando buscas nas áreas apontadas pela população, com o objetivo de identificar possíveis ninhos e filhotes que possam estar influenciando o comportamento agressivo das aves. Em casos necessários, os gaviões são encaminhados ao Centro de Tratamento e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) do Orquidário Municipal para avaliação e cuidados.
A prefeitura ressaltou que a legislação federal permite o manejo de ninhos de animais silvestres apenas em situações onde não há filhotes ou ovos. A remoção de ninhos desocupados só é autorizada após monitoramento e confirmação da ausência de ovos ou filhotes. A administração municipal orienta os moradores a evitar a aproximação dos gaviões e a não deixar restos de alimentos nas áreas de ocorrência de ataques, a fim de reduzir a atração de presas e a oferta de alimento para as aves.
Em caso de incidentes com gaviões, a prefeitura orienta o registro das ocorrências junto à Guarda Civil Municipal pelo número 153 ou à Polícia Ambiental pelo 190.
Fonte: g1.globo.com


