Em Salvaterra, na Ilha de Marajó, Pará, Bernadete de Araújo, figura de destaque na comunidade, compartilha sua experiência na Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30 em Belém. Bernadete, que acompanha o programa Viva Maria desde a infância, tornou-se uma voz ativa na defesa dos direitos e necessidades de seu povo.
Durante sua participação, Bernadete ressaltou a importância de representar as comunidades da floresta, das águas e do campo, cujas demandas muitas vezes não chegam ao conhecimento do governo. Ela se identifica como parte integrante do governo através de seu trabalho como bolsista da economia popular solidária e agente territorial em seu município. Nesta função, ela atua como ponte, levando as necessidades dos grupos e associações locais aos órgãos governamentais, garantindo que as políticas públicas atendam às reais necessidades da população.
A atuação de Bernadete se estende à Rede de Agroecologia do Estado do Amazonas (Rema), uma organização que reúne indivíduos engajados com o trabalho na floresta. A Rema promove um encontro entre conhecimentos tradicionais e saberes científicos, visando a criação de políticas públicas eficazes e adequadas à realidade dos territórios. Como uma das coordenadoras da Rede no estado do Amazonas, Bernadete tem a missão de representar mulheres guerreiras e trabalhadoras que se dedicam à agricultura orgânica.
A agricultura familiar, segundo ela, enfrenta desafios significativos diante das mudanças climáticas, tornando-se uma profissão cada vez mais vulnerável. Sua presença na Cúpula dos Povos, representando a Rema, busca dar visibilidade a essa fragilidade e defender os interesses dos agricultores familiares, buscando soluções e políticas públicas que fortaleçam a atividade e garantam a segurança alimentar das comunidades.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


