A NR Sports, empresa responsável pela gestão da carreira do jogador Neymar Jr., anunciou a suspensão imediata do contrato de exploração de imagem do atleta com a LCA Farmacêutica, que opera sob o nome Unikka Pharma. A decisão surge em meio à Operação Slim, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga a produção e comercialização irregular de medicamentos contendo tirzepatida, o princípio ativo do Mounjaro.
A NR Sports, liderada pelo pai de Neymar, divulgou uma nota informando a suspensão de todas as ações de marketing que envolvam a marca e a imagem do jogador em campanhas publicitárias relacionadas à Unikka Pharma. A medida cautelar permanecerá em vigor até que as investigações da Polícia Federal avancem e a empresa sob suspeita apresente sua defesa formal.
Embora a suspensão represente um revés nas estratégias de marketing que envolviam o atleta, a NR Sports enfatizou que a decisão não implica, por ora, uma rescisão definitiva do contrato. A empresa ressalta que novas decisões poderão ser tomadas à medida que os fatos relacionados à investigação se tornem públicos e demandem uma reavaliação da parceria.
A Operação Slim, conduzida pela Polícia Federal, cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em diversos estados do país, incluindo São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. A ação visa desmantelar um esquema de produção e venda ilegal de medicamentos para emagrecimento.
Segundo a Polícia Federal, a Unikka Pharma é suspeita de importar e fabricar ilegalmente grandes quantidades de tirzepatida. O volume de produção indicaria uma operação de escala industrial, incompatível com a manipulação magistral, prática permitida para medicamentos personalizados.
As investigações revelaram, ainda, que clínicas e laboratórios ligados à Unikka Pharma estariam comercializando o medicamento sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem os controles de qualidade mínimos exigidos, elevando o risco sanitário para os consumidores. A Polícia Federal aponta que essa prática irregular coloca em risco a saúde pública, expondo pacientes a medicamentos potencialmente perigosos e sem eficácia comprovada. Até o momento, a Unikka Pharma não se manifestou sobre as acusações.
Fonte: g1.globo.com


