Polícia investiga agressão brutal entre alunas em guarujá, sp

0

A Polícia Civil de Guarujá, no litoral paulista, iniciou uma investigação para apurar a responsabilidade pela agressão de uma aluna de 13 anos contra uma colega de 12, ocorrida na saída da Escola Estadual São Francisco de Assis. O caso, registrado em vídeo, mostra a vítima sendo atacada com socos e chutes, levantando preocupações sobre a violência entre jovens.

O delegado Glaucus Vinicíus, responsável pelo caso no DP Sede, informou que todos os estudantes que aparecem nas imagens serão ouvidos para esclarecer os fatos. A vítima relatou que vinha sendo perseguida pela agressora, que, após o episódio, foi afastada das aulas presenciais e passou a acompanhar o conteúdo de forma remota. A ocorrência foi formalizada como lesão corporal.

Segundo o delegado, a agressora demonstra ter conhecimento de técnicas de artes marciais, o que agrava a situação. Ela deverá responder por ato infracional, assim como seus responsáveis, que podem ser responsabilizados pela conduta da filha. “As imagens falam por si. Exercício puro de violência. As imagens são, de fato, revoltantes […]. Ela dá chutes, o que não é muito comum. Um chute alto, no rosto da vítima, que mal conseguia se defender. É alguém que não está conseguindo controlar a sua própria violência”, declarou o delegado.

Medidas socioeducativas podem ser aplicadas à agressora, e a direção da escola, os responsáveis pelas alunas e outros estudantes serão chamados para prestar depoimento. O delegado ressaltou a importância de apurar se a vítima já vinha sofrendo agressões anteriores, para que a polícia possa tomar as medidas cabíveis.

A Secretaria de Educação do Estado (Seduc) informou que, tão logo a equipe gestora da escola tomou conhecimento do caso, convocou os responsáveis pelas alunas e acionou o Conselho Tutelar.

O delegado fez um alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de monitorar o comportamento dos filhos, lembrando que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a perda do poder familiar em casos de negligência ou omissão. “A partir do momento que o caso chega à polícia, chega ao poder judiciário, é a última barreira de proteção social. Então, se eu, enquanto delegado de polícia, tiver que intervir na criação de alguém, é o fim para aquela pessoa [responsável]. Ou seja, o Estado vai atuar com mão forte dentro da lei”, alertou. A medida pode ser imposta caso seja comprovado que os pais tinham conhecimento do comportamento agressivo da filha e não tomaram as medidas necessárias para coibir a violência.

A Seduc-SP informou que a aluna agressora está realizando as atividades escolares de forma remota.

A Unidade Regional de Ensino (URE) de Santos informou que o caso ocorreu fora da escola e, ao tomar conhecimento, a equipe gestora convocou os responsáveis pelas alunas e acionou o Conselho Tutelar. O episódio foi registrado na Plataforma Conviva SP, do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar. Um psicólogo do Programa Psicólogos nas Escolas foi colocado à disposição das estudantes.

Fonte: g1.globo.com

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!