A seleção brasileira masculina de vôlei atravessa um período de instabilidade na Liga das Nações. Nesta sexta-feira, 26 de maio, a equipe amargou sua segunda derrota consecutiva na etapa de Liubliana, na Eslovênia, sendo superada pela Itália por 3 sets a 1. O revés, com parciais de 25/19, 25/23, 22/25 e 25/23, evidencia os desafios enfrentados pelo time sob o comando de Bernardinho. A sequência negativa impacta diretamente a classificação do Brasil na competição, exigindo uma rápida recuperação nos próximos confrontos para manter as chances de avançar à fase eliminatória, onde apenas os sete melhores, além do país-sede, garantem vaga.
Desempenho instável e a derrota para a Itália
O confronto contra a Itália, realizado em Liubliana, expôs a fase de oscilação da seleção brasileira. Após uma vitória dominante na etapa inicial em Brasília, onde conquistou quatro triunfos, o Brasil encontra dificuldades em manter o mesmo ritmo e consistência na Eslovênia. A equipe italiana, por sua vez, demonstrou solidez, especialmente no fundamento do saque, ponto crucial para o desfecho da partida.
A partida em Liubliana: detalhes e destaques
Desde o primeiro set, a Itália impôs seu ritmo, fechando em 25/19. No segundo set, a disputa foi mais acirrada, mas a Azzurra conseguiu manter a vantagem, vencendo por 25/23. O Brasil reagiu no terceiro set, mostrando poder de recuperação e diminuindo a desvantagem com um 25/22. Contudo, a equipe europeia voltou a pressionar no quarto set, que novamente foi decidido por uma margem apertada (25/23), selando a vitória italiana por 3 a 1.
O destaque da partida pelo lado italiano ficou com o ponteiro Matteo Bottolo, que acumulou 20 pontos, e o oposto Alessandro Bovolenta, filho do ídolo Vigor Bovolenta, que contribuiu com 19 pontos. A eficiência italiana no saque foi um diferencial notável, registrando nove pontos diretos no fundamento, enquanto o Brasil conseguiu apenas dois. Pelo lado verde e amarelo, o ponteiro Lucarelli foi o principal pontuador com 14 acertos. O oposto Bryan e o central Judson também tiveram boas atuações, marcando 12 pontos cada. Outro nome a se destacar foi o central Flávio, que, dos seus nove pontos totais, quatro foram de bloqueio, demonstrando sua importância na rede. A falta de regularidade em momentos cruciais e a dificuldade em neutralizar o potente saque adversário foram fatores determinantes para o segundo revés brasileiro na competição.
Próximos desafios e a estrutura da competição
A Liga das Nações é uma competição extensa e exigente, que testa a capacidade de adaptação e a profundidade dos elencos. Com a derrota para a Itália, a seleção brasileira agora foca nos próximos compromissos para reverter a situação e garantir uma posição confortável na classificação geral antes da fase final.
Calendário e panorama da Liga das Nações
A competição é disputada por 18 seleções, que realizam 12 jogos entre si ao longo de três semanas distintas. Cada semana consiste em quatro partidas, disputadas em diferentes países, adicionando um componente logístico desafiador para as equipes. Após as quatro vitórias em Brasília e os atuais confrontos na Eslovênia, a seleção brasileira terá sua última série da primeira fase entre os dias 15 e 19 de julho, em Chicago, nos Estados Unidos.
O sistema de pontuação da Liga das Nações é claro: vitórias por 3 sets a 0 ou 3 a 1 garantem três pontos ao vencedor. Em partidas decididas no tie-break (3 sets a 2), o time ganhador soma dois pontos, enquanto o perdedor recebe um ponto. Ao final desta fase inicial, as sete melhores campanhas, somadas ao país-sede (China), avançam para a fase eliminatória, que ocorrerá de 29 de julho a 2 de agosto, em Ningbo, China.
Atualmente, a classificação reflete a instabilidade brasileira. Com 11 pontos, o Brasil caiu para o sexto lugar. A Itália, com sua vitória por 3 a 1, alcançou 13 pontos, ultrapassando a equipe verde e amarela e assumindo a quinta posição. O Japão lidera a competição com 16 pontos, demonstrando um desempenho impecável até o momento, seguido de perto pela Ucrânia, que, inclusive, havia superado os brasileiros na última quarta-feira, também por 3 a 1.
Os próximos desafios da seleção são cruciais para a recuperação. Neste sábado, 27 de maio, às 15h30 (horário de Brasília), o Brasil enfrenta os anfitriões eslovenos. No domingo, 28 de maio, às 11h30, será a vez de encarar o Canadá. Ambas as partidas serão realizadas em Liubliana e terão transmissão ao vivo online pelo canal VBTV, da Federação Internacional de Voleibol (Volleyball World).
Panorama e próximos passos da seleção
Apesar do momento de instabilidade, a seleção brasileira possui experiência e talento para superar esta fase. A sequência de duas derrotas serve como um alerta e uma oportunidade para ajustes táticos e estratégicos, especialmente na recepção e no saque, fundamentos que se mostraram decisivos nos últimos confrontos. Os próximos jogos na Eslovênia são determinantes para a equipe reagir, somar pontos importantes e recuperar a confiança. A qualificação para a fase final em Ningbo é o objetivo principal, e cada ponto conquistado será crucial na acirrada disputa por uma vaga entre os melhores.
Perguntas frequentes sobre a Liga das Nações de vôlei
Qual foi o placar da partida entre Brasil e Itália na Liga das Nações?
A Itália venceu o Brasil por 3 sets a 1, com parciais de 25/19, 25/23, 22/25 e 25/23.
Quais são os próximos jogos da seleção brasileira masculina de vôlei na Liga das Nações?
O Brasil enfrentará a Eslovênia no sábado, 27 de maio, às 15h30 (horário de Brasília), e o Canadá no domingo, 28 de maio, às 11h30 (horário de Brasília), ambos em Liubliana.
Como funciona a pontuação na Liga das Nações?
Vitória por 3 sets a 0 ou 3 a 1 garante 3 pontos. Em caso de 3 sets a 2, o vencedor recebe 2 pontos e o perdedor, 1 ponto.
Acompanhe de perto a trajetória da seleção brasileira masculina de vôlei e não perca os próximos desafios cruciais na Liga das Nações. Para ficar por dentro de todas as novidades, resultados e análises exclusivas, assine nossa newsletter e receba as informações diretamente em seu e-mail!


