Rio de Janeiro recebe mostra “Saudação a Iemanjá” na Biblioteca Parque Estadual

0

A Biblioteca Parque Estadual, no coração do Rio de Janeiro, se transformou em um vibrante santuário cultural com a exposição gratuita “Saudação a Iemanjá – 3 Tempos”. Promovida pelo inovador movimento artístico independente Tabuleta Itinerante, a mostra convida o público a mergulhar nas múltiplas representações da Rainha do Mar, Iemanjá, até o próximo dia 15. Com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, a iniciativa reúne mais de 100 artistas, desde nomes estabelecidos até talentos emergentes que encontram no Tabuleta Itinerante uma plataforma essencial para suas primeiras exposições. Esta celebração da divindade africana, símbolo de amor maternal e puro, oferece uma rica tapeçaria de interpretações artísticas.

A essência da mostra “Saudação a Iemanjá – 3 Tempos”

A exposição “Saudação a Iemanjá – 3 Tempos” é um convite à contemplação e à reflexão sobre a profunda influência de Iemanjá na cultura brasileira e no imaginário popular. Com mais de 120 peças meticulosamente selecionadas, a mostra transcende a mera exibição artística, configurando-se como um diálogo entre diferentes linguagens e visões sobre a divindade. Cada obra, um tributo à Rainha do Mar, busca explorar as facetas de Iemanjá, reconhecida como mãe de quase todos os orixás, padroeira dos amores e detentora do amor materno incondicional.

Diversidade artística e a figura da Rainha do Mar

O coração da exposição reside na sua notável diversidade. A curadoria reuniu um coletivo de mais de 100 artistas, abrangendo um espectro que vai desde renomados artistas plásticos, galeristas e curadores, até aqueles que deram seus primeiros passos no universo expositivo através do Tabuleta Itinerante. Essa mescla de experiências e estilos enriquece a narrativa visual, permitindo que o público aprecie a figura de Iemanjá sob inúmeros prismas. As peças, majoritariamente pinturas, seguem um padrão de 40 por 60 centímetros e são oferecidas para aquisição, com preços que variam de R$ 200 a mais de R$ 4 mil, tornando a arte acessível a diversos públicos. A possibilidade de adquirir as obras no local não apenas democratiza o acesso à arte, mas também apoia diretamente os artistas e a continuidade do movimento. Essa iniciativa comercial agrega um valor significativo à mostra, transformando a visita em uma oportunidade de levar para casa um pedaço dessa celebração cultural.

O compromisso cultural da Biblioteca Parque Estadual

A escolha da Biblioteca Parque Estadual como palco para “Saudação a Iemanjá” não foi fortuita. Ligada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, a instituição reforça seu papel como um polo difusor de cultura e conhecimento. A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, enfatizou que receber a exposição sublinha o “compromisso com a valorização das diferentes manifestações culturais que compõem a identidade do povo fluminense”. A Biblioteca Parque Estadual, com sua arquitetura imponente e sua missão de ser um espaço democrático de acesso à informação e à arte, oferece um ambiente acolhedor e propício para o diálogo entre a arte e o público, especialmente em uma temática tão rica e profunda quanto a de Iemanjá. A parceria entre o movimento Tabuleta Itinerante e uma instituição pública de tal envergadura demonstra a importância de se abrir portas para expressões artísticas que celebram a diversidade religiosa e cultural do Brasil.

A trajetória do movimento Tabuleta Itinerante

O movimento Tabuleta Itinerante emerge como um farol de inovação e inclusão no cenário artístico do Rio de Janeiro. Nascido da paixão e da persistência de sua organizadora e curadora, Bianca Branco, o movimento se consolidou como uma força propulsora para artistas que, de outra forma, teriam dificuldade em encontrar seu espaço. Sua história é um testemunho do poder da arte como ferramenta de transformação social e pessoal, desafiando as estruturas convencionais do mercado de arte e abrindo novos caminhos.

Da praia do Arpoador ao cenário institucional

A gênese do Tabuleta Itinerante é tão poética quanto suas exposições. O movimento foi fundado em 2 de fevereiro de 2024, no Dia de Iemanjá, com uma modesta, mas significativa, mostra de 15 artistas na Praia do Arpoador, em Ipanema. O evento marcou o início de uma jornada marcada pela resiliência e dedicação. Bianca Branco, artista plástica desde a infância, revelou que o crescimento foi orgânico e impulsionado por um desejo genuíno de democratizar a arte. Em suas palavras, o processo de organização é feito “no peito e na raça”, sem patrocínio ou apoio financeiro externo, e sem cobrar taxas dos artistas. Essa filosofia, embora desafiadora, permitiu que o movimento se mantivesse fiel aos seus princípios de inclusão. Após o sucesso inicial, a segunda mostra sobre Iemanjá no Arpoador já contava com 50 artistas, um crescimento exponencial. A terceira, por sua vez, somava impressionantes 100 participantes. A capacidade de Bianca de expandir esses eventos resultou em levas de mais de 150 peças para locais de destaque, como o Parque Glória Maria, em Santa Teresa, onde a exposição ficou de 7 de março a 12 de abril deste ano.

Democratizando o acesso à arte

Bianca Branco, com sua experiência de longa data no universo artístico, sempre percebeu o quão desafiador era para novos talentos se inserirem em um ambiente que, muitas vezes, parecia um círculo fechado. “O meio da arte é uma ‘panela’ muito grande”, comentou a curadora, refletindo sobre as barreiras existentes. Ao se mudar para o Rio em 2008 e abrir um ateliê, ela intensificou seu contato com outros artistas, muitos deles desconhecidos, e percebeu a necessidade de criar um espaço para “puxar uma galera que não tinha o costume de estar nas galerias”. O Tabuleta Itinerante nasceu com essa intenção, de ser uma ponte entre artistas talentosos e o público, rompendo com a exclusividade das galerias tradicionais. O esforço e o investimento pessoal de Bianca têm sido recompensados. “Dá muito trabalho porque a gente gasta muito dinheiro. Mas compensa muito”, afirmou ela, destacando o orgulho de conseguir acesso a lugares que, para muitos, seriam inatingíveis. O sucesso do movimento é tangível: alguns artistas que começaram no Tabuleta já estão expondo em outros espaços, consolidando suas carreiras e provando o valor de uma iniciativa que prioriza o talento e a oportunidade.

Uma celebração da arte e da identidade fluminense

A exposição “Saudação a Iemanjá – 3 Tempos” na Biblioteca Parque Estadual transcende a mera exibição artística para se consolidar como um marco cultural significativo no Rio de Janeiro. Ao celebrar a figura de Iemanjá por meio da diversidade de olhares de mais de uma centena de artistas, a mostra não apenas enriquece o panorama cultural da cidade, mas também reforça a importância do sincretismo religioso e da liberdade de expressão. O movimento Tabuleta Itinerante, liderado pela visionária Bianca Branco, demonstra que paixão, resiliência e um compromisso genuíno com a democratização da arte podem romper barreiras e oferecer visibilidade a talentos que, de outra forma, permaneceriam à margem do circuito tradicional. Esta exposição é um convite imperdível à reflexão sobre a riqueza de nossas raízes e a força da união em prol da arte e da cultura.

FAQ

Quais são as datas e horários de funcionamento da exposição “Saudação a Iemanjá – 3 Tempos”?
A exposição estará aberta ao público até o dia 15 deste mês, funcionando de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

Há custo para visitar a exposição na Biblioteca Parque Estadual?
Não, a entrada para a exposição “Saudação a Iemanjá – 3 Tempos” é totalmente gratuita, democratizando o acesso à arte e cultura.

É possível adquirir as obras expostas?
Sim, todas as 123 peças em exposição podem ser adquiridas diretamente pelo público no local, com preços que variam de R$ 200 a mais de R$ 4 mil.

O que é o movimento Tabuleta Itinerante?
O Tabuleta Itinerante é um movimento artístico independente, criado pela artista plástica e curadora Bianca Branco em 2 de fevereiro de 2024, com o objetivo de dar visibilidade a artistas, especialmente aqueles que têm dificuldade em se inserir no mercado de arte tradicional.

Qual a relevância de Iemanjá para a exposição?
Iemanjá, a Rainha do Mar e mãe de quase todos os orixás, é o tema central da exposição. As obras exploram diferentes leituras e linguagens inspiradas na divindade, símbolo do amor maternal, puro e padroeira dos amores, convidando à reflexão sobre sua importância cultural e religiosa.

Não perca a chance de vivenciar essa celebração única da arte e da cultura brasileira. Visite a exposição “Saudação a Iemanjá – 3 Tempos” na Biblioteca Parque Estadual antes do dia 15 e mergulhe nesse universo de beleza e significado.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!