Clínica clandestina interditada por condições insalubres e precárias no litoral paulista

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Uma clínica de reabilitação que operava de forma clandestina em Bertioga, no litoral de São Paulo, foi interditada após uma operação conjunta. A ação foi conduzida por equipes do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), da Prefeitura de Bertioga e das polícias Civil e Militar. A clínica, localizada no bairro Caibura, foi alvo de uma inspeção detalhada em resposta a uma solicitação do promotor de Justiça Fernando Rodrigo Garcia Felipe.

Durante a inspeção, as autoridades constataram condições precárias e insalubres no local. A estrutura apresentava fiação exposta, focos de bolor generalizados e camas consideradas inadequadas para o uso. Adicionalmente, foi identificado que o estabelecimento não possuía profissionais qualificados para a manipulação de alimentos, nem a documentação legalmente exigida para o seu funcionamento regular.

No momento da interdição, a clínica abrigava 16 pessoas em situação de vulnerabilidade social, todas dependentes químicas ou etílicas, e nenhuma portava documentos pessoais. Diante da situação, o grupo foi prontamente encaminhado para o Acolhimento Institucional, onde receberam cuidados essenciais, incluindo higiene pessoal, alimentação adequada e acompanhamento de profissionais da assistência social.

O secretário de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda, Fernando de Aguiar, enfatizou a importância da colaboração da população no combate a estabelecimentos ilegais. Segundo ele, é crucial que a comunidade denuncie comunidades terapêuticas, clínicas de recuperação e casas de apoio que operem fora da legalidade, para que possam ser devidamente fiscalizadas.

Aguiar ressaltou que muitas pessoas, na busca por tratamento para dependência química e alcoolismo, acabam sendo atraídas para locais sem a devida infraestrutura e documentação, culminando, em muitos casos, com a situação de vulnerabilidade nas ruas.

O secretário também alertou para a importância de se atentar à destinação de doações. Ele orientou que, em vez de contribuir com alimentos e roupas para espaços clandestinos, o que pode inadvertidamente sustentar práticas ilegais, as doações sejam direcionadas ao Fundo Social de Solidariedade. Este órgão se encarrega de distribuir os itens de forma organizada e eficiente para as entidades devidamente regularizadas e aptas a prestar o auxílio necessário.

Fonte: g1.globo.com

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