Itanhaém é destaque em operação que prendeu estuprador com “impulso sexual incontrolável”

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Itanhaém teve papel decisivo na identificação e prisão de Carlos Alberto Patriota, suspeito de estuprar duas mulheres no litoral de São Paulo, incluindo uma médica da cidade. Os crimes, que ocorreram em Itanhaém e Mongaguá com intervalo de apenas uma semana, chocaram a população e mobilizaram as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) dos dois municípios.

A médica de Itanhaém foi abordada por Patriota quando deixava o posto de saúde onde trabalha. Segundo relato da vítima, ele a ameaçou com uma faca, obrigou-a a entrar no próprio carro e a conduzir até uma residência, onde cometeu o estupro. A investigação avançou rapidamente graças ao reconhecimento feito pela própria vítima, que identificou o agressor como um paciente atendido por ela na unidade de saúde.

A delegada Damiana Shibata Requel, da DDM de Itanhaém, afirmou que o reconhecimento imediato, aliado ao fato de o suspeito ter levado a vítima até sua casa, facilitou a localização do imóvel e a coleta de provas. “As equipes de investigação de Itanhaém e Mongaguá agiram de forma coordenada. Ao chegarem na casa do suspeito, vizinhos foram abordados e a bicicleta usada nos crimes foi localizada, compatível com imagens obtidas em Mongaguá”, explicou.

O primeiro estupro ocorreu no dia 27 de junho de 2024, em Mongaguá, quando Patriota atacou uma mulher que caminhava com o filho de três anos no colo. Ele a puxou até uma viela e cometeu o estupro enquanto a criança chorava. Inicialmente, outro homem em situação de rua chegou a ser preso, mas as investigações comprovaram que ele estava detido no momento do crime, levando a polícia a concentrar os esforços na identificação de Patriota.

Detido no dia 28 de maio pela Polícia Militar em São Paulo, Patriota foi transferido para o litoral no dia 31 e está preso por mandado de prisão temporária. Durante depoimento, segundo a delegada Izabela Coelho Fernandes, da DDM de Mongaguá, ele confessou os crimes e alegou sofrer de “impulso sexual incontrolável”, sem um padrão específico de vítimas.

Patriota também tentou justificar os abusos com base no uso contínuo de crack. “Disse que estava há quatro dias seguidos em uso de drogas e agiu em estado de alucinação”, relatou Damiana. No entanto, as delegadas responsáveis pelas investigações apontaram traços de comportamento típico de um predador sexual.

Os casos reforçam a importância da atuação integrada entre as forças policiais e destacam o papel estratégico de Itanhaém nas investigações. A atuação ágil da Delegacia da Mulher da cidade foi essencial para esclarecer os crimes e garantir que o suspeito fosse responsabilizado por seus atos.

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