Uma jovem de 27 anos, vítima de um atentado a tiros em Santos, São Paulo, recebeu alta hospitalar após quase dois meses de internação. O incidente, que a deixou paraplégica, ocorreu no dia 3 de setembro, quando ela foi baleada nas costas ao sair de uma academia no bairro Bom Retiro.
A vítima estava caminhando na Rua Cecília Meirelles quando foi surpreendida por uma mulher que efetuou diversos disparos em sua direção. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do ataque. A jovem foi socorrida e levada para a Santa Casa de Santos, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até receber alta.
A Polícia Civil prendeu temporariamente o ex-marido da vítima, um homem de 63 anos, sob suspeita de envolvimento no crime. Segundo as investigações, ele teria contratado a autora dos disparos para dar um “susto” na ex-companheira. O delegado responsável pelo caso informou que o suspeito foi filmado transportando a atiradora e uma possível cúmplice, identificada como a filha adolescente da autora dos disparos. Ambas as mulheres estão sendo procuradas pelas autoridades.
O boletim de ocorrência detalha que a suspeita efetuou cinco disparos contra a vítima, atingindo-a nas costas e causando a paraplegia. O delegado assistente do 5º Distrito Policial de Santos, Wagner Camargo Gouveia, confirmou a alta da jovem, mas ressaltou que ela permanece com a condição de paraplegia, que implica na perda de movimentos e sensibilidade na parte inferior do corpo.
A investigação revelou ainda que o carro utilizado no crime pertence ao ex-marido da vítima e apresentava irregularidades, como uma lanterna queimada e um tapete cobrindo a placa. A polícia apurou que o suspeito possui um histórico de violência doméstica contra a vítima, incluindo registros de ameaças, lesão corporal e violência doméstica.
As autoridades buscam identificar se houve pagamento para a execução do crime. O delegado Wagner Gouveia declarou que a prisão da autora dos disparos poderá esclarecer se houve benefício financeiro para a prática do delito, uma vez que a vítima não a conhece.
Fonte: g1.globo.com


