Maranhão celebra Dia dos Pais com mutirão de reconhecimento legal

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Milhares de crianças em todo o Brasil, e especialmente no Maranhão, enfrentam a realidade de não ter o nome do pai em suas certidões de nascimento, uma situação conhecida como subregistro de paternidade. Para combater essa lacuna fundamental no direito à identidade, a Defensoria Pública do Estado do Maranhão, em parceria com a campanha nacional “Meu Pai Tem Nome”, realizará um significativo mutirão de reconhecimento de paternidade. A iniciativa, agendada para 15 de agosto em São Luís, visa assegurar que o direito legal e afetivo à figura paterna seja garantido, oferecendo serviços essenciais como o registro civil e exames de DNA gratuitos. A ação ressalta a importância de uma paternidade responsável, indo além da formalidade documental para promover laços familiares mais sólidos e o pleno acesso a direitos civis.

A urgência do reconhecimento de paternidade no Maranhão

O cenário do subregistro de paternidade no Brasil é preocupante, e o Maranhão se destaca por números alarmantes. Anualmente, mais de 11 mil crianças são registradas no estado sem o nome do pai, conforme dados da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Maranhão. Desde 2020, esse montante já ultrapassou a marca de 67 mil registros apenas com a filiação materna. Essa ausência não se restringe a uma mera formalidade; ela impacta diretamente a vida de milhares de crianças, privando-as de direitos fundamentais e de uma parte essencial de sua identidade.

A falta de reconhecimento de paternidade legal impede o acesso a uma série de benefícios e garantias. Entre eles, destacam-se o direito à pensão alimentícia, à herança, à inclusão em políticas públicas e, de forma mais ampla, ao direito à própria identidade e ao sobrenome paterno. A ausência do pai no registro civil pode gerar uma série de vulnerabilidades sociais e emocionais, dificultando o acesso a serviços básicos e a construção de um senso de pertencimento familiar completo. A campanha “Meu Pai Tem Nome”, idealizada pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, surge como uma resposta direta a essa problemática, buscando facilitar e desburocratizar o processo de reconhecimento.

“Meu Pai Tem Nome”: uma campanha nacional pela identidade

A campanha “Meu Pai Tem Nome” é uma iniciativa abrangente que visa mobilizar as Defensorias Públicas de todo o país para promover o reconhecimento voluntário da paternidade. Seu principal objetivo é diminuir a judicialização de casos de filiação, incentivando a resolução consensual e a aproximação entre as partes envolvidas. No Maranhão, a adesão a essa campanha se materializa no mutirão que será realizado, demonstrando o compromisso da Defensoria Pública com a garantia dos direitos civis e com a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

O defensor público Vinícius Goulart, coordenador da Central de Relacionamento com o Cidadão no estado do Maranhão, enfatiza que o reconhecimento vai além do documento em si. Ele destaca a importância de uma paternidade mais responsável e afetiva, buscando aproximar as partes e fomentar laços familiares. A campanha não se limita a resolver questões legais; ela aspira a transformar realidades, oferecendo um caminho para que crianças tenham seu direito à identidade plenamente assegurado e para que pais assumam suas responsabilidades de forma consciente e presente.

O mutirão no Maranhão: serviços e procedimentos

Para atender à demanda crescente e facilitar o acesso ao reconhecimento de paternidade, a Defensoria Pública do Maranhão organizou um mutirão especial. A ação ocorrerá no dia 15 de agosto, em São Luís, no IEMA Dr. João Bacelar Portela, localizado no bairro Vila Ivar Saldanha. Este evento pontual é uma oportunidade crucial para muitas famílias que buscam regularizar a situação civil de seus filhos.

Como participar e o que esperar do mutirão

A participação no mutirão requer um pré-agendamento, que deve ser realizado até o dia 10 de agosto. Este procedimento é fundamental para organizar o fluxo de atendimento e garantir a eficiência dos serviços prestados. Os interessados podem realizar o agendamento de duas formas:
1. Presencialmente: Na sede da Defensoria Pública, situada na Avenida Júnior Coimbra, s/n, no bairro Renascença II.
2. Virtualmente: Pelo telefone (98) 99181-2373.

Durante o mutirão, serão oferecidos dois serviços principais: o registro de nascimento para aqueles que já têm certeza da paternidade e desejam apenas a formalização, e a realização de exames de DNA gratuitos para os casos onde há dúvidas sobre a filiação. Para a coleta do material genético, é imprescindível a participação voluntária de todas as partes envolvidas – a mãe, o suposto pai e a criança.

A Defensoria Pública se compromete a facilitar o processo mesmo em situações onde não há contato amigável entre a mãe e o suposto pai. Nesses casos, o órgão enviará uma carta-convite ao pai, solicitando sua presença voluntária no mutirão. Essa abordagem visa desjudicializar o processo, buscando a conciliação e a responsabilidade paterna sem a necessidade de litígios prolongados. O objetivo é criar um ambiente acolhedor e propício para que o reconhecimento ocorra de forma pacífica e eficaz, priorizando o bem-estar da criança.

Impacto duradouro e continuidade dos serviços

A realização do mutirão de reconhecimento de paternidade no Maranhão, embora seja um evento concentrado, representa um marco importante na luta contra o subregistro. Contudo, o compromisso da Defensoria Pública com a garantia do direito à identidade vai muito além dessa data. O defensor público Vinícius Goulart reforça que os serviços de reconhecimento de paternidade – tanto o voluntário quanto os exames de DNA – são oferecidos continuamente na sede da instituição, no dia a dia. Isso assegura que, mesmo após o término do mutirão, as famílias ainda terão um canal aberto para buscar a regularização da filiação.

A continuidade desses atendimentos reflete a visão de que o acesso à paternidade responsável não deve ser um privilégio, mas um direito acessível a todos. O esforço conjunto da Defensoria Pública e da campanha “Meu Pai Tem Nome” busca não apenas resolver casos isolados, mas também promover uma mudança cultural, incentivando a conscientização sobre a importância do registro paterno e as suas profundas implicações sociais, jurídicas e emocionais na vida de crianças e adolescentes. Garantir o nome do pai na certidão é um passo crucial para a plena cidadania e para a construção de um futuro mais justo para as novas gerações.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que é o subregistro de paternidade?
O subregistro de paternidade refere-se à situação em que uma criança é registrada sem o nome do pai em sua certidão de nascimento, tendo apenas a filiação materna. Isso impede o acesso a direitos fundamentais como herança, pensão alimentícia e até mesmo a inclusão em certas políticas públicas.

2. Quem pode participar do mutirão de reconhecimento de paternidade no Maranhão?
Mães, supostos pais e crianças que necessitem do reconhecimento de paternidade legal podem participar. É fundamental que haja o pré-agendamento e, em casos de exame de DNA, a participação voluntária de todas as partes envolvidas.

3. Quais documentos são necessários para o reconhecimento de paternidade?
Geralmente, são solicitados documentos de identificação da mãe, do suposto pai (se presente) e da criança (certidão de nascimento). No entanto, para detalhes específicos e lista completa de documentos, é recomendado entrar em contato diretamente com a Defensoria Pública do Maranhão durante o pré-agendamento.

4. O que acontece se o suposto pai não tiver contato com a mãe?
Caso a mãe não tenha contato amigável com o suposto pai, a Defensoria Pública se encarregará de enviar uma carta-convite para que ele compareça voluntariamente ao mutirão. O objetivo é buscar a conciliação e o reconhecimento sem a necessidade de um processo judicial.

5. O que garante o reconhecimento de paternidade para a criança?
O reconhecimento de paternidade garante à criança o direito à identidade completa, o nome do pai na certidão de nascimento, acesso à herança, pensão alimentícia, inclusão em planos de saúde do pai, e a possibilidade de construir um vínculo afetivo e social com a figura paterna.

6. Os serviços de reconhecimento de paternidade são oferecidos apenas durante o mutirão?
Não. Embora o mutirão seja uma iniciativa concentrada para atender a um grande número de casos, a Defensoria Pública do Maranhão oferece os serviços de reconhecimento de paternidade, incluindo exames de DNA gratuitos, de forma contínua em sua sede, mesmo após o término do evento.

Se você ou alguém que conhece precisa regularizar o reconhecimento de paternidade, não perca essa oportunidade. Agende sua participação no mutirão da Defensoria Pública do Maranhão até 10 de agosto e garanta o direito à identidade e a um futuro mais completo para as crianças do estado. Entre em contato pelo (98) 99181-2373 ou visite a sede na Avenida Júnior Coimbra, s/n, Renascença II, em São Luís.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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