A prévia da inflação oficial de novembro registrou um índice de 0,20%, um resultado que impacta diretamente o acumulado dos últimos 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). O índice alcançou 4,5%, exatamente no limite superior da meta estabelecida pelo governo.
Este é o primeiro registro dentro da meta desde janeiro de 2025, quando o acumulado também se situou em 4,5%. Em abril, o IPCA-15 atingiu seu pico, chegando a 5,49%.
O governo estabeleceu uma meta de inflação de 3% ao ano, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, fixando o limite máximo em 4,5%.
Em outubro, o IPCA-15 havia registrado um aumento de 0,18%. A análise dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE revela que sete apresentaram elevação entre outubro e novembro. Os grupos que registraram alta foram: Alimentação e Bebidas (0,09%), Habitação (0,09%), Vestuário (0,19%), Transportes (0,22%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,29%), Despesas Pessoais (0,85%) e Educação (0,05%). Os grupos Artigos de Residência (-0,20%) e Comunicação (-0,19%) apresentaram queda.
O grupo Despesas Pessoais teve o maior impacto no IPCA-15, contribuindo com 0,09 ponto percentual. Dentro deste grupo, os maiores aumentos foram observados em hospedagem (4,18%) e pacotes turísticos (3,90%).
No setor de transportes, o aumento dos preços foi impulsionado pelas passagens aéreas, que tiveram um aumento de 11,87%. Os bilhetes de avião foram o item que mais pressionou o IPCA-15. Em contrapartida, os combustíveis registraram uma queda de -0,46%, com a gasolina, que possui grande peso na cesta de consumo, recuando -0,48%.
O grupo Alimentação e Bebidas interrompeu uma sequência de cinco meses de queda. A alimentação no domicílio apresentou um recuo de -0,15%, sendo o sexto mês consecutivo de queda. Nos últimos 12 meses, este item acumula alta de 3,61%, abaixo do IPCA-15 geral. O leite longa vida (-3,29%), o arroz (-3,10%) e as frutas (-1,60%) foram os produtos que mais contribuíram para a queda dos preços da alimentação no domicílio. Em sentido oposto, a batata inglesa (11,47%), o óleo de soja (4,29%) e as carnes (0,68%) tiveram alta.
O IPCA-15 e o IPCA compartilham a mesma metodologia e consideram famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, sendo o valor atual do salário mínimo de R$ 1.518. A diferença entre os dois índices reside no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. O IPCA-15 coleta dados em 11 localidades, enquanto o IPCA abrange 16. O IPCA cheio de novembro será divulgado em 10 de dezembro.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


