C. A. A .B, de 41 anos, apontado pela Polícia Civil como o mandante da execução de Marcelo Gonçalves Cassola — chefe do setor de identificação do Palácio da Polícia e diretor do Sindicato dos Policiais Civis da Baixada Santista — foi preso nesta terça-feira (27) durante uma operação da Polícia Militar no Morro do Pacheco, em Santos, litoral de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, Barrios era procurado da Justiça por participação no crime, por envolvimento em organização criminosa e também por roubo. A prisão ocorreu durante patrulhamento a pé na Rua Sete, em uma ação contra o tráfico de drogas. Os policiais abordaram Barrios após notarem um volume em sua cintura, que se revelou ser apenas um celular. Ainda assim, ao consultarem seus dados, confirmaram que ele era foragido e exercia um posto de liderança no crime organizado.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o homem foi conduzido à Central Policial Judiciária (CPJ) de Santos, onde permaneceu à disposição da Justiça. Na manhã desta quarta-feira (28), ele foi encaminhado ao 5º Distrito Policial de Santos. O caso foi registrado como captura de procurado.
O crime
O assassinato de Marcelo Cassola ocorreu na noite de 22 de agosto de 2022. Seu corpo foi encontrado por policiais militares durante patrulhamento pela Avenida Francisco Ferreira Canto, no bairro Caneleira, em Santos. A vítima estava caída sobre uma ciclofaixa, com uma corda entre as mãos e as pernas — sem estar amarrado — e foi alvejada por cerca de 30 disparos, alguns de fuzil e outros de pistola calibre 9 mm.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito ainda no local. A perícia técnica recolheu cápsulas e projéteis no entorno do corpo. A investigação foi conduzida pela 3ª Delegacia da Divisão de Homicídios (Deic), e o caso também foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Santos.
Prisões anteriores
A prisão de C. B. se soma a outras capturas de envolvidos no homicídio. Em 7 de abril de 2024, Benny Piphanio Van Chaaf, de 42 anos, foi detido pela PM também em Santos, no bairro Valongo, após apresentar comportamento suspeito durante patrulhamento. Inicialmente, nada ilícito foi encontrado com ele, mas a verdadeira identidade foi descoberta na delegacia. Contra Benny havia um mandado de prisão temporária por homicídio qualificado, expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo um dia após o assassinato de Cassola.
Com a prisão de Barrios, sobe para cinco o número de suspeitos detidos por envolvimento na morte de Marcelo Gonçalves Cassola, servidor com atuação destacada no setor de identificação da Polícia Civil, responsável pela emissão de RGs e atestados de antecedentes criminais.
A polícia segue investigando o caso, que chocou a corporação e a sociedade, em busca da responsabilização completa dos envolvidos na execução brutal do policial civil.


